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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

27
Nov22

FILMES: Black Panther: Wakanda Forever

Vera

Na altura em que Chadwick Boseman faleceu, eu ainda não tinha visto todos os filmes da Marvel e conhecia muito pouco deste universo - de Black Panther, então, não conhecia absolutamente nada a não ser o título. Não foi por isso que não foi pesado, triste e emocionante ver a sequela do filme original: Black Panther: Wakanda Forever, todo ele uma grande homenagem a Chadwick Boseman, aquele que será para sempre o verdadeiro Black Panther.

 

Black Panther Wakanda Forever

 

Como já seria de se esperar, este filme ocorre após a morte de T'Challa. Sem o famoso símbolo de Black Panther, o resto do mundo acredita que Wakanda está agora mais desprotegida, aproveitando para explorar formas de conseguir obter a substância mais poderosa do mundo, que apenas existe em Wakanda. Mas será que Wakanda é realmente o único sítio do mundo que detém esta substância? Black Panther: Wakanda Forever mostra como as figuras mais autoritárias de Wakanda se erguem para defender e proteger a sua nação, ao mesmo tempo que lutam contra um novo mas poderoso inimigo.

 

Sinceramente, acho que não tenho nada de negativo a apontar sobre este filme. Gostei do enredo, gostei da forma como Wakanda "superou" a morte do seu rei. Gostei do filme como um todo enquanto homenagem a Chadwick Boseman - cheguei mesmo a ficar arrepiada em algumas partes. Gostei da forma como mostraram Talokan e como conseguiram criar um mundo tão diferente e tão bonito. Gostei muito, muito mesmo, do novo vilão e do ator escolhido para o representar - gostei da personagem de Namor no geral e espero ver mais dele daqui para a frente.

 

Black Panther: Wakanda Forever é um filme que não nos deixa esquecer a ausência que ali se nota, mas digo-o no melhor sentido. Não há nada no enredo que pretenda substituir o verdadeiro Black Panther por outro qualquer. Ao mesmo tempo não é um filme que nos atira à cara o tempo todo que uma personalidade importante faleceu, e é precisamente nesses momentos pontuais (depois da introdução inicial, que se alongou mais) que encontramos brilho.

 

E por falar em introdução, esta foi provavelmente dos momentos mais fortes do filme, aquele em que se sentiu mais fortemente a despedida de quem deu vida a T'Challa, a Black Panther. E quando passou a introdução com o próprio título da Marvel, em vez de ouvirmos a música que a caracteriza, escutámos um silêncio absolutamente ensurdecedor na sala de cinema inteira. E este momento foi qualquer coisa.

 

Sei que esta review está muito centrada na morte do ator, na homenagem do filme - mas como não estar? Dou os parabéns a quem escreveu e realizou este filme, porque acho que não deve ser fácil criar uma obra inteira que sirva para homenagear um ator, ao mesmo tempo que tem de tentar dar seguimento à história sem desrespeitar o marco em que esse ator se tornou. Recomendo que vejam, vale muito a pena.

 

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Quem aqui já viu? Deixei alguém com vontade?

19
Nov22

FILMES: Barbarian

Vera

Muito se tem falado deste filme, havendo quem diga que é um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos.

 

Barbarian

 

Em Barbarian, Tess Marshall descobre que a casa que alugou (uma espécie de Airbnb) está na verdade ocupada por um outro estranho que alugou a mesma casa para a mesma altura. Sem conseguirem resolver a situação, Tess resolve passar a noite na casa, mesmo que isso implique conviver com um completo estranho. Acontece que esse estranho não é o que de pior há naquela casa...

 

Não diria que este é um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos mas, apesar de ter acabado por não ser bem o que esperava, também não é definitivamente dos piores. Avancei para a visualização deste filme sem saber ao certo do que se tratava e começou bastante bem. Em termos técnicos, Barbarian é um filme bastante bom. Aquilo que mais me vai ficar na memória será o trabalho de câmara e a fotografia/utilização da luz. Também houve, ali pelo meio, um esforço de incluir elementos narrativos mais cómicos que resultaram muito, muito bem. E conseguir fazer isso num filme de terror é por si só uma grande proeza.

 

No entanto, como não sabia muito bem ao que ia, tenho de confessar que o enredo principal não foi ao encontro daquilo que estava à espera. Isto não quer dizer que seja mau, pelo contrário... Mas nunca me passou a estranheza de "ah, ok... não era bem isto que eu queria". Acabou por descer um pouco na minha classificação porque não correspondeu exactamente às minhas expectativas. No entanto, e dentro de um género onde é cada vez mais difícil fazer algo verdadeiramente bom, Barbarian consegue ser um excelente filme, de um modo geral.

 

E a parte que eu considero mais importante e mais interessante no filme diz respeito às importantes críticas sociais que este faz, sobretudo no que toca ao machismo e ao abuso sexual. Se forem sensíveis a estes temas, talvez não seja um bom filme para ver. Se, por outro lado, não vos afectar significativamente, então avancem sem medo. Se gostarem de filmes de terror, este é um bom filme para ver. Para os mais medrosos, o terror não é sobrenatural - acredito que isso torne a sua visualização um pouquinho mais fácil.

 

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Quem aqui já viu? Deixei alguém com curiosidade? Pode ser visto no Disney+.

15
Nov22

SÉRIES: House of the Dragon

Vera

Provavelmente a série mais esperada dos últimos tempos, sobretudo pelos fãs de Game of Thrones.

 

 

Baseada no livro Sangue e Fogo de George R. R. Martin, House of the Dragon ocorre 200 anos antes de Game of Thrones e mostra-nos o conflito na família Targaryen ao redor de quem é o verdadeiro descendente do trono: Rhaenyra, nomeada como descendente pelo próprio pai num mundo que não deseja ver uma mulher a reinar; ou Aegon II que, mesmo nascendo após Rhaenyra ser nomeada descendente e do segundo casamento do rei, é visto como futuro rei por todos simplesmente por ser o primeiro filho homem. É assim que, aos poucos, vamos vendo uma guerra intrafamiliar crescer.

 

Apesar de não ter ficado 100% convencida após o primeiro episódio - sobretudo porque ainda estava a sofrer dos efeitos daquela terrível última temporada de Game of Thrones -, a verdade é que esta série não demorou muito para me conquistar. E percebi que, ao meu redor, estava a renascer um pouco daquele entusiasmo que se vivia há uns anos cada vez que pensávamos que tínhamos mais um episódio para ver.

 

A verdade é que a HBO sempre se esmerou nas suas produções e, no que toca a este universo, não podia ser diferente. A história é completamente diferente da de Game of Thrones, como seria de esperar - sinto até que teve um ritmo mais lento e levou o seu tempo a ser contada. Isto não é necessariamente mau. Aliás, sinto que não tenho nada de negativo a apontar sobre esta série.

 

Para quem já viu Game of Thrones, esta é uma série fácil de recomendar - para quem nunca viu, aproveitem a deixa para verem as duas de seguida. E finjam que a última temporada de Game of Thrones não existiu.

 

Esta review vai ser assim mesmo: fraquinha, pois sinto que não tenho muito a apontar. A qualidade de excelência a que fomos habituados está lá. É uma série que vale bastante a pena e só lamento que tenhamos de esperar imenso tempo pela segunda temporada.

 

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Quem aqui já viu, e o que acharam?

11
Nov22

SÉRIES: One of Us is Lying

Vera

Mais de um ano depois de ter lido o livro, decidi ver a adaptação que fizeram da história para série.

 

One of Us is Lying Série

 

Cinco estudantes de Bayvew High são colocados de castigo na sala de detenção após as aulas. Estes estudantes não têm absolutamente nada a ver uns com os outros e os próprios motivos que os levaram ali são um pouco estranhos. A certa altura, alguns acontecimentos distraem vários dos envolvidos e é nesse mesmo momento que Simon, um dos estudantes, morre. A partir daí, vemos o desenrolar de uma investigação de homicídio e a tentativa desesperada por parte dos quatro restantes para provarem a sua inocência. Mas, afinal, quem matou Simon?

 

Temos aqui mais um típico caso de "o livro é melhor que a série", mas neste caso a diferença é realmente abismal. A série é boa numa coisa só: para entreter. É uma adaptação bem solta e tomou liberdade em alterar uns quantos elementos do livro que, a meu ver, não resultaram muito bem.

 

Os actores não são nada de mais, o desenvolvimento de personagens ficou um bocadinho aquém, o enredo e o desfecho deste também não correspondeu às expectativas. Ainda não li os restantes livros da série mas tenho 99% de certezas que a nova narrativa que criaram para dar lugar à segunda temporada já nem sequer tem nada a ver com os livros e, neste ponto, já estão só a inventar.

 

Sinceramente, não recomendo. Não achei a série nada de mais. Ainda estou a decidir se continuo para a segunda temporada, mas provavelmente não. Não tem nada de mais por onde se lhe pegue. E se querem ver pela adaptação do livro também não vale a pena, visto que acabam por mudar algumas coisas. A história está lá. Mas ao mesmo tempo não está.

 

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Quem aqui já viu? O que acharam?

07
Nov22

FILMES: Mr. Harrigan's Phone

Vera

Um trailer que apanhei um dia, por acaso, no Twitter - que me despertou um misto de estranheza mas também intriga e curiosidade.

 

Mr Harrigans Phone

 

Baseado na compilação de contos If It Bleeds, de Stephen King, Mr. Harrigan's Phone mostra-nos como Craig, um adolescente, cria uma peculiar mas especial amizade com Mr. Harrigan - um idoso bilionário que vive isolado na sua grande casa -, após começar a fazer alguns trabalhos pontuais para o mesmo. Algum tempo após o adolescente oferecer um telemóvel a Mr. Harrigan, o idoso morre. Craig deixa o telemóvel no bolso de Mr. Harrigan antes do enterro e, num momento de saudade, envia-lhe uma mensagem. E fica chocado quando recebe uma resposta de volta.

 

Sinceramente, quando vi o trailer não fazia qualquer ideia da história - acho que nem sabia que era baseado numa obra de Stephen King. Não acredito muito que tivesse visto este filme se tivesse lido a sinopse; sinto que o trailer transmitiu algo bastante diferente do que o filme acabou por ser (e é por estas e por outras que eu não gosto de ver trailers).

 

O filme começou bem, com algumas sequências de cenas especialmente bonitas e memoráveis de Craig a ler com e para Mr. Harrigan, acompanhadas de um soundtrack bastante bonito. Mas sinto que se foi tornando uma mixórdia de elementos que estavam a tentar ir para vários lados sem ao mesmo tempo ir para lado nenhum. O filme perdeu muito o rumo, especialmente depois da morte de Mr. Harrigan.

 

Em termos de terror, é um filme bastante fraco. Em termos narrativos, é um novelo de lã caótico, ao mesmo tempo que é só um grande vazio. Não consegui perceber o propósito do filme, a crítica que estava a tentar fazer. Eu acho (acho!) que se pretendia que fosse uma crítica aos telemóveis, a estarmos tão agarrados a estes aparelhos, à Internet... Mas acho que a execução dessa crítica quase nem começou - foi tudo tão, tão mal feito que realmente não deu para perceber. O filme deixou-me com uma grande sensação de "mas o que raio estão vocês a tentar dizer aqui ao certo?". De facto, não dá para perceber.

 

Nunca vi um filme que tivesse tido tanta dificuldade em expressar-se. O que é extremamente estranho. Sinto que foi feito por alguém que queria dizer "telemóveis e Internet são maus" e ficou-se por aí, sem ser capaz de desenvolver a ideia. A história em si também é estranha, não nos é explicado como e porque é que está a acontecer uma suposta comunicação "do além", não nos é explicado como Craig chega à conclusão final, não nos é explicado porque é que os acontecimentos após a morte de Mr. Harrigan ocorrem, e como.

 

Realmente achei este um péssimo filme, não consigo recomendar. Não tem nada por onde se lhe pegue, muito fraquinho. Só vale a pena pelos actores e pelas cenas iniciais.

 

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Alguém aqui já viu? Há alguém desse lado que tenha gostado?

03
Nov22

FILMES: Encanto

Vera

Precisamos de falar sobre o Bruno. Quanto mais não seja por fazer parte de um dos melhores filmes da Disney.

 

 

Encanto introduz-nos à família Madrigal: a avó Madrigal viu, no seu passado, a sua vida mudar de um momento para o outro e, sem qualquer forma de sustentar a sua família, foi-lhe dada uma segunda oportunidade - como que por magia, nasceu uma casa encantada que não só acolheu a família, como deu origem a toda uma aldeia mágica cheia de habitantes. Por décadas e décadas todos os filhos e netos da avó Madrigal recebem, a certa altura da sua vida, o seu próprio poder mágico - e com ele, a sua própria porta e divisão na casa. Até que chega a vez da sua neta Maribel, que estranhamente será a única na família que não recebe qualquer poder. Com o tempo, a magia começa a desaparecer, a casa onde todos vivem começa a ceder e a mostrar sinais de ruína... e tudo isto parece estar relacionado com Maribel.

 

O que vos posso dizer sobre este filme em poucas palavras: gostei imenso quando vi e quanto mais tempo passou gostei cada vez mais. O filme é um musical, coisa que ao início me fez torcer o nariz - não sou a maior fã de musicais - mas, sendo um filme de animação, consigo relevar mais ou menos esse pormenor. Eventualmente deixei-o de lado por completo porque o filme é realmente muito bom. Tanto que, quase três semanas depois, continuo a cantar a música We Don't Talk About Bruno pela casa, todos os dias.

 

A história é bastante interessante, a animação em si é maravilhosa - as cores no geral e as expressões faciais das personagens estão absolutamente incríveis. As músicas também são dos pontos mais positivos a destacar - se já conhecia o nome de Lin-Manuel Miranda, foi aqui que percebi que ele é realmente um muito bom compositor. A sério, vou deixar-vos com a We Don't Talk About Bruno aqui em baixo - atentem na parte em que todos cantam ao mesmo tempo, cada um com estilos e ritmos diferentes, e soa tudo muito bem na mesma! Também conseguem perceber o bom trabalho nas expressões faciais aqui.

 

Em suma, este é definitivamente um dos melhores filmes da Disney - a última vez que fiquei tanto tempo a cantar músicas de um filme foi com o Frozen que, adivinhem, é um dos meus filmes favoritos. Sem dúvida que recomendo! Gostei mesmo muito.

 

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Quem aqui já viu? O que me dizem deste filme?

 

30
Out22

SÉRIES: Yellowjackets

Vera

Yellowjackets

 

Yellowjackets mostra-nos a jornada de sobrevivência de uma equipa de futebol feminino do secundário após o avião em que seguiam se despenhar numa zona totalmente deserta. Mostra-nos também a vida das pessoas que conseguiram sobreviver, 25 anos depois, e como tentam ter uma vida adulta normal que foi inevitavelmente afectada pelos traumas do passado.

 

Semanas depois de ter terminado a primeira temporada ainda não sei bem o que dizer ou achar desta série. Se vou continuar a ver? Vou. Se gostei? Sim. Se não estou 100% convencida ainda? Também.

 

De um modo geral, eu realmente gostei da série - acho que está bastante bem feita em todos os aspectos e mais alguns e cumpriu bem o propósito de me fazer devorar os episódios para saber urgentemente o que tinha acontecido. Mas tenho de confessar que, não sabendo eu mais nada do que o resumo que vos dei acima, não me agradou totalmente o rumo que decidiram para a história. E como esse elemento ainda não foi muito desenvolvido, não consigo decidir se foi uma boa escolha ou não até ver onde o vão levar.

 

Na verdade, esse é outro aspecto que considero ser menos bom - achei que em certos momentos o ritmo da história foi um pouco lento. Isto não é necessariamente mau, não acho que a série seja pior por isso, mas pessoalmente sinto que uma temporada inteira revelou pouco e, por isso, soube-me a pouco. Não me interpretem mal, também não é como se preferisse uma história incrivelmente apressada - mas efectivamente parece-me que podia existir um meio-termo. De facto, algum tempo após ter terminado de ver Yellowjackets, a sensação que me ficou foi essa: soube-me a pouco. Queria ter visto mais. Queria ter sabido um pouco mais.

 

Por fim, o último ponto negativo a referir é o facto de talvez não nos dar a conhecer muito de cada personagem. Os episódios alternam incessantemente entre o passado e o presente, não havendo um foco particular numa personagem específica ou até mesmo não dando algum tempo de antena a cada linha temporal para se aprofundar mais em cada uma das pessoas que ali vemos. Mais uma vez, a série não é pior por isso, é claramente uma escolha por parte dos produtores mas sinto que poderia beneficiar desse elemento.

 

Apesar disto, e agora que já retirei as críticas negativas do sistema, foi uma série que gostei bastante de ver. A produção está incrível e o casting também. Tem alguns elementos bizarros e sinto que tudo na primeira temporada está a ser feito para nos levar a algo em grande. Só tenho pena de continuar sem saber praticamente nada do que vem aí, mesmo depois do que nos foi revelado.

 

Outro ponto a destacar é o facto de nos mostrar o presente das personagens, décadas e décadas após o acidente. Mostra muito bem o impacto que essa experiência tem na vida destas pessoas ainda hoje e como, no final de contas, mal conseguem levar uma vida pacata e normal quando ainda são assombradas por fantasmas do passado.

 

Em suma, recomendo a série, acho que proporciona uma boa experiência de mistério apesar de algumas falhas. Consegue deixar-nos intrigados e curiosos por mais. A segunda temporada já foi confirmada, apesar de ainda não ter data de lançamento. Em Portugal, a série pode ser vista na HBO Max.

 

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Quem aqui já viu? O que acham?

26
Out22

FILMES: Werewolf by Night

Vera

Em verdadeiro espírito do mês de Halloween, a Marvel lançou um especial dedicado aos clássicos e filmes antigos de terror. Não torçam o nariz com a palavra "Marvel" - não tem nada a ver com as suas obras típicas e, para quem gosta de filmes antigos de terror, Werewolf by Night é uma boa escolha.

 

Werewolf By Night

 

Werewolf by Night gira em torno de um grupo secreto de caçadores de monstros que se encontram, numa noite, no Templo Bloodstone após o seu líder ter morrido. Como era o seu último desejo, esta noite torna-se numa competição perigosa e mortal por uma poderosa relíquia - competição essa que acabará por colocá-los frente a frente com um monstro perigoso.

 

Com cerca de 50 minutos, este especial passa a correr e é uma verdadeira homenagem aos filmes de terror dos anos 30 e 40 - sendo também a preto e branco. Apresenta uma história e alguns elementos interessantes e é um bom filme para Sábado à noite.

 

Gostava de ver mais obras da Marvel deste tipo, onde se arriscam em géneros e histórias fora da sua zona de conforto - e algo me diz que ainda teremos surpresas nesse aspecto. Esta é uma obra que se vê super rápido e faz passar um bom tempo. Recomendo para quem tenha interesse neste tipo de produções. Pode ser visto no Disney+.

 

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Alguém aqui já viu?

22
Out22

LIVROS: I'll Be There For You: The One About Friends, Kelsey Miller

Vera

Como fã acérrima de Friends, claro que tinha de ler este livro sobre a série. Se estava entusiasmada por lê-lo? Sem dúvida. Se foi uma experiência agradável? Não tanto...

 

Livro I'll be there for you the one about friends Kelsey Miller

 

I'll Be There For You foi escrito pela jornalista Kelsey Miller e revela-nos uma série de informações relacionadas com a série de televisão, desde informações básicas de trivia aos percursos dos actores antes, durante e após Friends, passando por peripécias e outros acontecimentos no decorrer da produção da série durante todos aqueles dez anos.

 

Nunca ouvi audiolivros, mas acompanho a Rita da Nova que diz várias vezes que, para ela, os melhores livros para ouvir são os de não-ficção e, dito isto, pergunto-me se a minha experiência com este livro teria sido melhor se o tivesse efectivamente ouvido em vez de ler. Dá para perceber que Kelsey Miller é jornalista porque este livro nada mais é do que a compilação de diversas informações que facilmente se encontram espalhadas pelo domínio público; e em termos de escrita não tem nada. Não detestei o livro porque me informou de uma série de coisas das quais não tinha conhecimento - algumas não tão boas e que não consigo acreditar que me escaparam por completo, como por exemplo o caso de Amaani Lyle, que me chocou por completo (apesar de não surpreender) e me deixou com a mesma sensação que sinto em relação ao filme The Wizard of Oz: uma das minhas obras favoritas na vida manchadas pelo abuso e horror que se passavam no background...

 

Mas no geral não diria que foi uma leitura agradável, acho que teria passado bem sem o ler e não me marcou particularmente. Apesar de ter aprendido e passado a conhecer umas quantas coisas, o livro por vezes é só excessivamente extenso e aborrecido. Na introdução - longuíssima, por sinal -, Kelsey Miller passou uma quantidade excessiva de páginas a discorrer sobre outros trabalhos dos actores antes de Friends - uma quantidade absurda de séries das quais nunca ouvi falar ou só conhecia de nome, com um monte de informações irrelevantes sobre as mesmas, como se todos soubessemos do que ela está a falar, como se tivessemos interesse em ouvir falar de coisas que não vimos nem conhecemos, como se não estivessemos naquelas páginas por querermos saber sobre nada menos que Friends, apenas Friends.

 

Para além disso, decide debater em várias páginas sobre diversos temas problemáticos na série - e atenção, houve quem tivesse odiado por completo este take por parte da autora, mas eu pessoalmente não me importei e gostei de ler os seus pensamentos sobre certos assuntos. Mas para mim este tema vai dar sempre ao mesmo: a série é dos anos 90, os tempos eram outros, por mais problemático que seja hoje em dia (e é), eu vejo isto como um não-assunto. O que é que se pode debater de algo que já foi feito, já está terminado, de há décadas atrás? É importante que estejamos alerta para os elementos problemáticos da série numa perspectiva de pensarmos criticamente sobre eles hoje em dia e aprendermos a saber e fazer melhor; mas "bater no ceguinho" e continuarmos a focarmo-nos nesses aspectos por uma pura perspectiva de "devia ter sido diferente" não faz sentido no contexto temporal e cultural desta série. Uma coisa que devo dizer que gostei, no entanto, foi da autora ter feito algum esforço por, no fim, retirar algo de positivo destes temas problemáticos na série - experiências de pessoas pertencentes a minorias que viram a série na altura. Sinto que houve uma coisa que ela disse que define muito esta série em relação a estes assuntos: ela está longe, bem longe de ser perfeita, mas em certas representações, para o tempo em que foi feita, conseguiu ser "melhor que nada".

 

Acho que o livro relatou diversos factos e curiosidades interessantes, mas de facto eu não acho que este livro seja para ser lido. Parece mesmo apenas um trabalho jornalístico e não apela em nada ao leitor em termos de escrita, talvez por isso tenha começado a pensar tanto que a minha experiência teria sido melhor se o tivesse ouvido.

 

Tinha muita coisa para dizer sobre ele, mas acaba por se focar em tantos aspectos diferentes que acho que a única coisa com que posso concluir é que, efectivamente, aprendemos muito sobre Friends e tudo o que isso envolve, de todas as formas e mais algumas. O tema é interessante, mas a execução é plana e aborrecida. Por isso, não recomendo; no máximo, recomendo que o ouçam - e se o fizerem, podem relatar-me a experiência? É que acredito que teria sido mais interessante. Vejo este livro mais como documentário do que como livro. Talvez esse formato tivesse sido uma melhor escolha.

 

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Quem aqui vê Friends? Conhecem este livro, ou têm curiosidade de o ler?

18
Out22

FILMES: Em que Pensam os Gatos

Vera

Depois de algum tempo assoberbada pela quantidade infinita de coisas para ver no catálogo da Netflix, sem saber exactamente o que escolher, acabei por aterrar (não surpreendentemente) num pequeno documentário sobre gatos.

 

Inside the Mind of a Cat documentário sobre gatos

 

Inside the Mind of a Cat, como é originalmente intitulado, tem cerca de 1h e, como já referi, é um documentário que nos fala sobre gatos. Para mim, é uma situação win-win: saímos do documentário mais enriquecidos em informação felídea e passamos cerca de uma hora a olhar para bichinhos fofos e adoráveis. A partir daqui, acho que já nem devia precisar de escrever mais nada para vos convencer.

 

Mas para os mais teimosos, cá vamos: o documentário conta com a participação de vários especialistas e investigadores de gatos, bem como duas treinadoras, e é bastante diversificado nos temas de que nos fala. Explica-nos como os gatos foram domesticados, historicamente; como os gatos pretos especificamente foram associados às bruxas; se e como percecionam as emoções dos seres humanos/donos; como treinar e "controlar" o seu comportamento; diferenças culturais entre gatos; e toda uma panóplia de outros temas. Já tinha conhecimento de algumas coisas, mas não de outras e acabei por aprender bastante com o documentário.

 

É uma hora que passa a correr, aborda uma imensa diversidade de assuntos e é sempre interessante por nos permitir aprender coisas novas. E lá está, volto a repetir: é uma hora a olhar para bichos fofos. O que mais se pode querer na vida?

 

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29 ∷ Miúda do interior com alma de lisboeta ∷ Digital marketeer ∷ Overthinker a tempo inteiro ∷ Sempre a saltar de livros para séries para jogos nas horas vagas

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