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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

26
Fev21

Favoritos de Fevereiro

Vera

Quem me seguia no meu blog anterior sabe, com certeza, que favoritos mensais são das minhas coisas favoritas (passo a expressão), não só de consumir, mas também de produzir. Acontece que tenho um grande problema chamado: esquecer-me de registar as coisas que mais gosto ao longo do mês. Por esse motivo, já há bastante tempo que não escrevo nenhum post destes, mas este mês lembrei-me de o fazer! Por isso fiquem com as minhas coisas favoritas deste mês de Fevereiro.

 

Música

Lo Vas a Olvidar (with ROSALÍA) | Billie Eilish - Adoro a Billie Eilish e as músicas dela. Por outro lado, das músicas que tentei ouvir da ROSALÍA, nunca nenhuma me disse grande coisa. Descobri esta música ao aventurar-me nos novos lançamentos sugeridos na página inicial do Spotify e não me arrependi. É das melhores músicas que ouvi nos últimos tempos e das músicas mais bonitas que ouvi na vida. Estou completamente apaixonada por este som, que já tocou por diversas vezes aos meus ouvidos.

 

El amor no puede medirse en un paso firme
Un día soy un dio' y al otro puedo partirme
I needed to go 'cause I needed to know you don't need me
You reap what you sow, but it seems like you don't even see me

 

Só Pensando em Você | Zeeba feat. Mallu Magalhães - Mais uma música proporcionada pelos novos lançamentos na página inicial do Spotify, sendo que escolhi ouvir esta porque gosto bastante da Mallu. E, mais uma vez, não desiludiu. A melhor palavra que encontro para descrever esta música é chill, porque é realmente uma melodia tranquila, perfeita para descontrair - e, claro, super bonita e amorosa.

 

Queria te contar
As coisas que escrevi
Meu mundo é tão lindo
Quando eu penso em você

 

Window | Milky Chance - Esta é a única música nesta lista que descobri há mais tempo, igualmente nas mãos do Spotify mas, desta vez, na playlist de descobertas semanais. Não sei o que dizer acerca desta música a não ser que me faz sentir de tudo um pouco: alegria, tristeza, melancolia e nostalgia, euforia - a melhor forma que encontro de descrever esta música é que é daquelas músicas que, de facto, servem para todos os momentos e mais alguns. Acima de tudo, é super bonita e faz-me sentir muitas coisinhas boas por dentro - e isso é sempre o meu efeito secundário preferido de boas músicas. A par com a Lo Vas a Olvidar, tem feito muitas repetições no meu Spotify.

 

When I find myself without a feeling
Call me with an empty mood inside
Patiently I'm waiting for the healing
Every demon takes me on a ride

 

 

Podcasts

"EP 22 - INÊS MARTINS MOTA: MUDAR O NOSSO RUMO PROFISSIONAL" - Não acompanho este podcast mas acompanho o blog da Inês há muito tempo, sendo até um dos meus favoritos. Tinha este episódio para ouvir desde que saiu em Outubro do ano passado, e só me demorei a cumprir essa tarefa porque é um episódio bastante longo (com quase 2 horas de duração). No entanto, interessou-me desde logo porque trata de um tema que me é demasiadamente próximo, uma vez que me encontro no processo de mudar de área (de formação, porque não cheguei sequer à fase profissional) pela segunda vez. Não é o caso da Inês que, além de já ter trabalhado e conseguido a cédula profissional de Nutricionista, foi a primeira vez que mudou de área - curiosamente para a mesma que ambiciono: Marketing. Tem sido um processo interior muito complexo e difícil, cheio de altos e baixos; de culpas e arrependimentos, mas também de entusiasmo e sonho. Por isso, este episódio foi um abraço auditivo; não só me identifiquei com várias das coisas que foram ditas, como também me ajudou a apaziguar algumas mágoas que trago comigo neste processo. Isto é difícil, percebermos que passámos anos e anos a trabalhar para algo para, no fim, chegarmos à conclusão de que não é uma área que nos faz assim tão felizes. Mas antes isto que passar o resto da minha vida a odiar aquilo que faço.

 

Jogos

Stardew Valley - Este jogo já me é conhecido há uns bons anos e inclusive já quis escrever um post sobre ele, mas há tanta, tanta coisa sobre a qual se falar que me pareceu que nunca iria conseguir abordar tudo aquilo que queria. Isso prende-se com o facto de este ser um jogo com bastante complexidade, mil e uma actividades diferentes para se fazer e mil e uma histórias e mini histórias que dão lugar a uma espécie de missões e sub-missões do jogo. Dizer-vos que é um jogo de farming não é, de todo, suficiente. Efectivamente não sei como vos falar dele em tão poucas linhas porque o jogo não merece essa pouca justiça que se lhe faz. É um jogo muito bonito, com bastante mais história do que se possa pensar e muitas dessas histórias também elas bonitas. Acho que só posso dizer que pesquisem e vejam vídeos de gameplay do mesmo porque é impossível descrevê-lo da maneira que merece. Tem ocupado muito do meu tempo desde o início do ano, depois de alguns anos sem jogar, e tenho adorado.

 

 

Vida Pessoal

Defesa Pública - Pois é, finalmente defendi a minha Dissertação de Mestrado - o único passo que faltava para terminar o curso e tornar-me Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde. Como referi acima, a minha intenção é mudar de área e, por isso, não sinto a mesma realização que outros colegas, com certeza, sentiram ao terminarem o curso e poderem dar o próximo passo na Psicologia. Mas é um alívio poder finalmente deixar esta etapa no passado sem olhar para trás, poder finalmente traçar o caminho e tomar os primeiros passos em direcção àquilo que realmente me faz sentir bem. Da Universidade, estou livre - e já lá vão anos a mais!

 

Outros

Botas estilo militar Lefties - Fui inteiramente influenciada pelos favoritos de Janeiro da Inês no que toca a estas botas. Foi uma compra um pouco impulsiva, o que, confesso, não costuma ser habitual porque gosto de comprar o mais conscientemente possível. Já tive umas botas estilo militar há alguns anos e usei-as algumas vezes, mas não tantas como devia. O que é certo é que, olhando para trás, talvez não as achasse assim tão bonitas. Não estava nos meus planos nem me veio à mente em momento algum voltar a comprar umas, mas gostei bastante do estilo destas e sinto que chamaram por mim. Cheguei a consultar a política de devolução da loja para o caso de, mas não foi preciso: foi amor à primeira vista mal as experimentei e tirei logo a etiqueta. Além de terem um visual menos "duro" que o estilo habitual, são extremamente confortáveis e tenho a dizer o mesmo que a Inês disse: não magoam absolutamente nada na dobra do pé porque o material é muito maleável. O único ponto negativo que tenho a apontar - e que creio estar mais relacionado com o estilo em si, nomeadamente o tamanho e o material que o caracteriza - é que dão pouco jeito para conduzir (não sendo, no entanto, impossível).

 

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Lâmpada gato - Encontrei esta lâmpada no AliExpress e achei-a extremamente fofa. Por cinco euros e pouco - pelo menos na altura -, resolvi encomendar. Existem três modelos distintos em que a expressão facial muda, imitando sempre um gato. Tem dois settings diferentes: um com uma luz quente constante (mais amarelada do que consigo captar em fotografia) e outro que vai alternando entre diversas cores. A lâmpada é de silicone e funciona com três pilhas. Acho-a muito adorável, especialmente se o ambiente estiver o mais escuro possível. A única coisa que tenho a apontar é que ela desliga sozinha após algum tempo - diria que cerca de hora e meia -, mas não faço ideia se é defeito ou se tem, de facto, um auto-temporizador para o efeito. Tem também um botão bastante sensível, mas vejo isso como algo um pouco propositado no fabrico - talvez para que consigamos alterar o setting ou desligar a lâmpada simplesmente ao levantá-la uns centímetros e pousá-la com um pouco mais de firmeza. Não tem muita utilidade além da decoração mas foi uma boa compra e acho amoroso tê-la na secretária, junto ao computador, e poder tê-la ligada quando quero.

 

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E pronto, estes foram todos os favoritos deste mês que terminou - e acho que nunca escrevi tanto num post destes! Quais foram as vossas coisas favoritas de Fevereiro? Contem-me tudo nos comentários!

 

*****

Agora um aparte para vocês: quero saber genuinamente o que achariam da ideia de criar um perfil no Instagram só para o blog. Seria para tratar dos mesmos temas que aqui se tratam - portanto, filmes, séries, livros, e por aí - mas confesso que tenho sentido falta de ter uma espécie de outlet criativo mais visual para falar sobre as coisas que gosto. Não sei bem ainda o tipo de posts que faria mas creio que seriam uma espécie de resumos das obras consumidas (tentando transmitir-vos isto da forma mais criativa que conseguir) ou algumas curiosidades relativas às mesmas... Ainda é algo a pensar, mas gostava de saber a vossa opinião em relação a este assunto! Ufa, obrigada a quem leu este post tão longo e chegou aqui!

11
Fev21

SÉRIES: I May Destroy You

Vera

Tenho tentado regressar, aos poucos, às séries - sem descurar dos filmes - e hoje venho falar-vos daquela que tenho já a certeza de que será uma das melhores séries que vi este ano.

 

 

Arabella (Michaela Coel) é uma jovem londrina segura de si, com um grande grupo de amigos, um namorado na Itália e uma próspera carreira de escritora. Mas depois que alguém faz com que ela tome drogas, a moça se vê obrigada a reconstruir a própria vida. Adaptado de: AdoroCinema

 

Esta série demorou um pouco a convencer-me, achei o primeiro episódio péssimo para começar uma série desta envergadura, com um ritmo lento e onde o tema principal é introduzido no literal final do episódio quando, na minha opinião, devia ter sido inserido mais cedo que isso. Mesmo depois disso, houveram alguns episódios iniciais que não me deixaram convencida, mas prevaleci e acabei a ver uma das séries mais impactantes da minha vida.

 

Esta série é das obras mais importantes alguma vez feitas e acho genuinamente que é daquelas séries que absolutamente toda a gente deveria ver. Diria que o tema principal da série é o consentimento no mundo actual, acabando no entanto por retratar outros assuntos de igual importância e interesse no mundo de hoje, como por exemplo a toxicidade das redes sociais, sobretudo no que toca às questões problemáticas do mundo inteiro, à forma como começamos a ver problemas em todo o lado, como sentimos que temos de ter uma voz, como sentimos que temos de ajudar toda a gente e, eventualmente, não conseguimos. Acabei por me alongar demais neste tema que ocupa apenas um episódio mas que ficou bastante comigo. Como referi, o assunto principal da série é o consentimento, a sua importância e a sua complexidade, mostrando-nos várias formas como este pode ser quebrado (ou antes desconsiderado).

 

É uma série pesada que é impossível ver em binge-watching porque nos obriga a parar um pouco para respirar e reflectir sobre aquilo que acabaram de nos mostrar. É genial na edição e na forma de contar certos momentos da história - sobretudo no episódio final, que foi maravilhoso! No entanto, o que de melhor tenho a apontar na série é a construção das personagens e a complexidade que as define, a forma como não conseguimos julgar as suas acções como simplesmente certas ou simplesmente erradas, a forma como não conseguimos julgá-las como boas pessoas ou más pessoas, a forma como são tão humanas como todos nós, cheias de atitudes contraditórias, acções mais questionáveis, mas com uma vulnerabilidade e um passado que não conseguimos ignorar e descartar.

 

Saber que esta série foi baseada na história real da Michaela Coel ainda lhe confere mais impacto. É uma série absolutamente maravilhosa mas que custa ver, no entanto definitivamente recomendo a 100% a absolutamente toda a gente. Tem apenas 1 temporada com 12 episódios de cerca de 30 minutos, pelo que se vê relativamente rápido. E garanto-vos que esta história vai ficar convosco para sempre.

 

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Digam-me lá: já viram? O que acham? É impossível ficar indiferente a uma série destas!

07
Fev21

FILMES: Doctor Sleep

Vera

Mais um filme que me foi recomendado, sobretudo porque o The Shining é um dos meus filmes preferidos e Doctor Sleep apresenta-se como uma sequela a este.

 

 

Em Doutor Sono, na infância, Danny Torrance conseguiu sobreviver a uma tentativa de homicídio por parte do pai, um escritor perturbado por espíritos malignos do Hotel Overlook. Danny cresceu e agora é um adulto traumatizado e alcoólatra. Sem residência fixa, ele se estabelece em uma pequena cidade, onde consegue um emprego no hospital local. Mas a paz de Danny está com os dias contados a partir de quando cria um vínculo telepático com Abra, uma menina com poderes tão fortes quanto aqueles que bloqueia dentro de si. Fonte: AdoroCinema

 

Achei este filme muito básico, mas não digo isto em qualquer sentido negativo; apenas não sinto que apostou particularmente em um ou mais dos aspectos técnicos que compõem um filme. Nesse sentido achei-o bastante "normal", com uma edição muito linear a contar-nos uma história igualmente linear, não tendo nada de excepcionalmente maravilhoso a apontar na fotografia ou na banda sonora, no cast ou em qualquer outro tópico.

 

Isto não significa que tenha sido um filme mau. Muito pelo contrário, gostei bastante do filme e fiquei entretida com a história. Não é de todo comparável à essência do The Shining; confesso que até me "incomodou" a substituição dos actores nas personagens do primeiro filme - mas, obviamente e pelo longo período que ocorreu entre a realização do primeiro filme e a do segundo, essa substituição tinha mesmo de ser feita.

 

Acho que, para quem gostar de Stephen King e/ou do The Shining, é um bom filme para se ver e uma boa continuação para a história de Danny Torrance. Não sendo particularmente maravilhoso, também não saiu uma obra desastrosa e vale a pena pelo entretenimento, pelo seguimento do enredo e pelo carisma de algumas personagens.

 

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Conheciam este filme? Apesar de gostar bastante do The Shining, confesso que não fazia ideia que existia uma sequela - nem em filme, nem em livro!

03
Fev21

FILMES: Hereditary

Vera

Claramente sou uma pessoa de fases e, agora que não tenho visto séries nem tenho tido vontade de as ver, tenho-me virado mais para filmes, que quase nunca vejo. Hereditary é até um pouco conhecido, segundo sei, mas nunca me despertou curiosidade e vi-o apenas porque me foi recomendado.

 

 

Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram. Fonte: AdoroCinema

 

Uma coisa que talvez não saibam sobre mim é que adoro filmes de terror. Não passo a vida a vê-los (nem passo a vida a ver filmes no geral, convenhamos) mas não digo que não a um filme de terror (excepto, talvez, ao O Exorcista, que é o único filme que jurei para mim mesma que nunca vou ver na vida).

 

Bom, e nem sei por onde começar, excepto por dizer aquilo que aconteceu: estava a gostar bastante do filme até ter chegado à parte final. O fim arruinou por completo o filme e acabou por me desiludir bastante.

 

Vamos começar pelas partes boas: em termos cinematográficos, o filme está bem feito, é uma boa obra, e tenho de destacar a representação da Toni Collette, que foi deliciosa de se ver. Para quem tem sempre aquela preocupação "básica" do medo: honestamente não achei o filme assim tão assustador, mas se calhar também vos digo que não sou a pessoa mais fiável para vos estar a dizer isto, porque conheço quem se assuste mais facilmente que eu. No entanto, também acho que não é um filme de terror para meter medo, o que é bom: muitos filmes de terror acabam por cair no cliché de provocar uns quantos jumpscares e deixarem tudo o resto de lado, esquecendo a verdadeira essência deste género cinematográfico. O terror tem potencial para ser tanta coisa e, a meu ver, os filmes que apostam no terror de cariz mais psicológico são os melhores. Não sei se Hereditary é um desses filmes, mas também não o colocaria na caixa dos "fraquinhos que só querem pregar uns sustos rápidos à malta".

 

Depois desta divagação toda está na altura das críticas, não é? Ora bem, o que é que falhou por completo neste filme? O enredo. No decorrer do filme eu não fazia ideia do rumo que a história estava a tomar. Isto até podia ser um ponto a favor se soubessem dar a volta a isso e rematar com um bom final; poderia ter funcionado muito bem. Mas, na minha opinião, não funcionou. Vi um enredo a ser muito lenta e cuidadosamente construído, dando a ideia de estar a criar um bom trilho para o que aí vinha, para depois terminar pessimamente. Lembra-me aquele meme com uma metade de um cavalo desenhada realisticamente e a outra metade desenhada "à criança da primária", sabem? Este filme foi esse desenho: começou muito bem e terminou muito mal. Sinto que na parte final espetaram com um monte de coisas sem sentido completamente do nada, à espera que tornasse a história interessante e que "colasse". O problema nem foi o final em si e sim a execução até lá que, a meu ver, não existiu. Por isso, pareceu mesmo tudo muito sem sentido, sem lógica e completamente incoerente.

 

Houve outros aspectos no filme que também me agradaram menos, mas este foi de facto o principal. Como referi acima, eu até estava a gostar do filme, mas fiquei mesmo muito desiludida com o final e arruinou toda a obra para mim.

 

Pessoalmente, não o recomendo, mas continua a ser um grande filme para muita gente e, nestas coisas, opiniões são só mesmo isso: opiniões. Defendo sempre que há quem vá gostar, por isso acabo sempre por recomendar que consumam as coisas e retirem as vossas próprias conclusões.

 

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Esta nota está cá mesmo só pelo resto do filme, que até foi bom.

 

Se já viram, o que acham do filme?