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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

24
Abr21

SÉRIES: The Falcon and the Winter Soldier

Vera

Damos por terminada a segunda série de televisão da quarta fase da Marvel (MCU) e, como habitual, é disso que vos venho hoje aqui falar.

 

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Na série do Disney+ Falcão e o Soldado Invernal, após receber o escudo do Capitão América em Vingadores: Endgame, Sam Wilson/Falcão (Anthony Mackie) luta para assumir o posto do herói. Ele se junta, então, a Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan), embarcando em uma aventura mundial que vai colocar à prova as habilidades dos dois. Entre discussões e entendimentos, acompanhamos uma jornada no desenvolvimento da amizade entre ambos, ao mesmo tempo em que tentam deixar para trás os problemas do passado. Enquanto o Falcão sente a responsabilidade do escudo de Steve Rogers, Bucky tenta lidar com a própria culpa por suas ações enquanto estava sob comando da Hydra. Adaptado de: AdoroCinema

 

Confesso que só vi a série precisamente por ser parte da quarta fase da Marvel; não fosse por isso, provavelmente nunca a teria visto. Ao contrário de WandaVision, esta é uma série mais típica e bem mais dentro daquilo que é o "normal". Tem apenas seis episódios, com cerca de 40 minutos cada, pelo que se vê relativamente rápido.

 

Achei que a série foi curta demais e que isso afectou o enredo; para vos ser sincera, sinto que passei estas semanas todas a ver os episódios que saíam e, mesmo assim, tenho a sensação de que não sei bem o que vi. Aconteceu muito e, ao mesmo tempo, não aconteceu assim tanto. Não gostei muito da vilã, acho que não trouxe nenhum je ne sais quois à série, e a partir de certo ponto comecei a fartar-me desse enredo. Gostei no entanto de muitas outras coisas: as reviravoltas finais com a personagem de John Walker, as revelações de Sharon Carter, o desenvolvimento da amizade entre o Bucky e o Sam, a libertação do passado e auto-perdão do Bucky, e a relevância e importância do actual papel de Sam.

 

Acho que a série foi sobretudo centrada na evolução interior das duas personagens, e não tanto em tudo o resto que estava a acontecer. Pelo menos, para mim é aí que está a essência de toda a temporada. Só acho mesmo que poderiam ter tornado tudo mais épico com uma vilã melhor e, para além disso, sinto que toda a série me soube a pouco.

 

Mas claro, deixou muitos momentos que vão marcar as histórias da Marvel daqui para a frente e algumas perguntas que nos deixam a criar teorias - para além das já conhecidas cenas empacotadas de acção, bem como um episódio em particular com uma cinematografia bastante bonita. Vale a pena ver, sobretudo se forem fãs da Marvel - mas acho que se o forem eu nem preciso de estar aqui a convencer-vos, não é verdade?

 

Em suma, achei a série bastante "normalzinha", com um antagonista muito mal aproveitado, mas com os seus bons momentos e sub-enredos. Deixa-nos a desejar por mais, disso não há dúvidas. Vale a pena ver pelo entretenimento e pela evolução das personagens - das duas principais mas também de John Walker, provavelmente a personagem mais bem construída e o desenvolvimento de personagem mais bem escrito desta série.

 

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Agora é esperar uma eternidade até 11 de Junho para poder finalmente ver a série de umas das personagens que mais amo neste universo da Marvel: Loki. Por mim, saltava já o calendário. E vocês, que me dizem de The Falcon and the Winter Soldier? Encheu-vos as  medidas, ou nem por isso?

22
Abr21

SÉRIES: The One

Vera

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Baseado no romance homônimo de John Marrs, The One traz como pano de fundo um futuro no qual as pessoas conseguem encontrar sua alma gêmea graças ao teste de DNA. Os cientistas descobriram que todos têm um gene que compartilham com um único ser humano e usam uma simples amostra de cabelo para determinar seu parceiro ideal. Desesperados pelo amor verdadeiro, milhões já fizeram o teste, e agora mais cinco indivíduos aguardam o resultado que vai mudar suas vidas. Mas essas associações genéticas são perfeitas apenas no papel, escondendo segredos chocantes e, em alguns casos, mortais. Uma escolha errada pode trazer problemas e decepções que nem a própria ciência é capaz de prever. Os relacionamentos amorosos nunca mais vão ser vistos da mesma forma. Fonte: AdoroCinema

 

Achei a premissa desta série extremamente interessante e por isso decidi vê-la. Não sabia o que esperar dela mas gostei de me ter dado uma grande vibe de Black Mirror. A verdade é que a história e o ambiente da série acabam por ser um pouco distópicos. Pensar-se-ia que encontrar a nossa alma gémea com uma simples correspondência genética seria um mar de rosas, mas ao assistirmos a série vivemos um ambiente repleto de engano, mentira e traição. Para além disso, vemos que nunca é assim tão simples; afinal, não é essa correspondência que nos faz conhecer de imediato as pessoas com quem nos decidimos envolver.

 

Confesso que de início até me incomodou um pouco ver o quanto se retratava a traição e o engano como algo tão fácil de se fazer. Mas foi passando, apesar de alguns sub-enredos mais perturbadores (como a obsessão doentia de uma esposa de que o marido vá utilizar o serviço da empresa e deixá-la, fazendo coisas que nunca ninguém imaginaria).

 

Estava a gostar bastante da série no início, mas confesso que me desiludiu e sinto que começou a piorar a partir do quarto episódio (tem oito). Tinha imenso potencial mas não o souberam aproveitar nem concretizar. A protagonista é uma das personagens menos "gostáveis" da História e sinto que isso dificultou a minha experiência, porque não houve um único traço dela com que me identificasse ou com o qual empatizasse. Ela é uma vilã, mas uma vilã que não gostamos assim tanto de acompanhar. Os enredos tornam-se repetitivos e desinteressantes. O enredo geral tem uns quantos "furos" e, como se isso não bastasse, colocam dois actores portugueses (um deles o Albano Jerónimo, para quem ainda não sabe) a falarem português de Portugal para, mais à frente, ser dado a entender que são brasileiros. Como assim?! Acham mesmo que é tudo o mesmo?!

 

Em suma, esta série não correspondeu de todo às minhas expectativas, tinha uma premissa que tinha tudo para dar certo mas resultou apenas num potencial completamente desperdiçado. Não tenciono passar para a segunda temporada - quando sair - e não recomendo. Acaba por não valer assim tanto a pena.

 

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E vocês, já viram esta série? O que acharam?

19
Abr21

LIVROS: The Midnight Library, Matt Haig

Vera

Felizmente, depois do flop que foi a leitura d'A Irmandade do Anel, não tive quaisquer dificuldades em recuperar o meu ritmo de leitura habitual e portanto hoje venho falar-vos deste livro. Aparentemente, ele anda pelas bocas do mundo e ganhou um prémio de melhor livro de ficção de 2020 do Goodreads, mas eu só o conheci pelo blog da Rita da Nova e identifiquei-me de imediato com ele.

 

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Between life and death there is a library, and within that library, the shelves go on forever. Every book provides a chance to try another life you could have lived. To see how things would be if you had made other choices... Would you have done anything different, if you had the chance to undo your regrets?

 

Nora Seed sofre de depressão e, depois de vários momentos que a colocam (ainda mais) no fundo do poço, decide morrer. Ao fazê-lo, entra na Midnight Library, um lugar que se encontra entre a vida e a morte, onde pode, através de uma infinidade de livros, experienciar vidas paralelas e ver como a sua vida poderia ter sido se tivesse feito escolhas diferentes - algumas mais significativas, outras menos. Foi nesta parte que me identifiquei de imediato com a premissa do livro e soube que tinha de o ler - porque também eu sinto que acarreto uma infinidade de arrependimentos dentro de mim, e também eu vivo assombrada pelos "e se?" da minha vida que nunca aconteceram. Muitas vezes, não tem de ser sequer por uma perspectiva de sofrimento, mas apenas de curiosidade pela forma como a minha vida seria se tivesse feito X, se não tivesse feito Y. E soube que este livro tinha sido escrito para mim.

 

Não correspondeu totalmente às minhas expectativas mas, ainda assim, gostei bastante do livro e foi uma leitura agradável. Apesar de ter gostado muito e de não o achar mau - de todo -, deixou-me com uma sensação que não consigo explicar de que algo está a faltar, e portanto não me convenceu por completo.

 

Apesar de em momento algum me ter sentido cansada ou impaciente, olhando agora para o livro como um todo, consigo perceber que talvez se tenha tornado um pouco repetitivo na quantidade de vidas que vimos Nora viver. E talvez por isso tenha sabido a pouco. O final é um pouco previsível - não digo que estivesse absolutamente certa de que era aquilo que ia acontecer, mas foi algo que me passou pela cabeça várias vezes e que, a partir de certo ponto, pareceu ser o final mais provável.

 

Mas proporciona uma experiência de leitura agradável, com uma premissa e história interessantes que, a meu ver, culminam na mensagem de que, não querendo ser cliché mas já sendo, a vida é para ser vivida. Que os maus momentos fazem parte, que as pequenas coisas têm mais valor do que temos tendência a dar, e que temos sempre muito a aprender com tudo aquilo que ela nos dá, bom ou mau. Que muitas vezes o problema não está nas coisas que acontecem mas na forma como as encaramos. Que somos capazes de muito mais do que imaginamos. É um livro onde a personagem, à beira da morte, vive uma enorme quantidade de vidas e, ao vivê-las, aprende a viver. E a verdade é mesmo essa: só se aprende a viver.

 

Trata de temas muito importantes, como não poderia deixar de ser quando envolve áreas como o suicídio e a depressão. Acho que é uma boa leitura, a não ser que esses temas vos sejam sensíveis, e vale bastante a pena.

 

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Curiosidade de ler este livro ou já faz parte dos vossos terminados? O que acham desta história? Foi o primeiro livro que li do autor e estou curiosa por mais!

 

*****

Este ano decidi seguir novamente o desafio de leitura "Uma Dúzia de Livros" da Rita da Nova, sem participar no clube de leitura (sou uma envergonhadinha, desculpem ). Este livro segue o tema do mês de Abril: um livro sobre livros.

15
Abr21

SÉRIES: The Office (US)

Vera

Já tinha tentado começar esta série há alguns anos e acabei por desistir depois de alguns episódios. Sou sincera e digo-vos já aquilo que toda a gente diz: a primeira temporada é uma porcaria. Tinha lido que começava a ficar melhor a partir do meio/final da segunda temporada, mas eu notei logo uma diferença enorme no primeiro episódio da segunda temporada, e aos poucos a série começa a ganhar a sua própria identidade, a afastar-se da versão britânica e original da série, e a ganhar o seu próprio ritmo.

 

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No formato de pseudodocumentário, a série retrata o cotidiano de um escritório em Scranton, na Pensilvânia, filial da empresa fictícia Dunder Mifflin, de suprimento de papel. Michael Scott (Steve Carell) é um patrão insensível mas que se preocupa com o bem estar de seus empregados, enquanto a série traça um olhar sobre todos eles, destacando suas diferenças e particularidades. Fonte: AdoroCinema

 

The Office conta com 9 temporadas e acho que todos sabemos o quão conhecida se tornou, sendo considerada uma das melhores séries de comédia de todos os tempos. Esta série chega-nos no formato de um mockumentary, ou seja, como se fosse um documentário sobre a vida de todas as personagens no contexto daquele escritório, embora seja ficcional.

 

Com este formato, conta por isso com muitos momentos em que nós, espectadores, somos envolvidos na trama de uma forma que não seríamos noutro tipo de séries e abordagens; acho que toda a gente conhece a forma como as personagens olham para a câmara - para nós -, por exemplo. Mas sente-se isso mais ainda nos momentos que fazem lembrar os confessionários de reality shows, quando as personagens se sentam para "falar connosco" sobre aquilo que se está a passar.

 

The Office tenta mimetizar a vida real de um grupo de trabalhadores num escritório e fá-lo muito bem; pode soar-vos parvo mas até o casting é extremamente realista, não vemos aquele grupo típico de actores todos bem parecidos, perfeitinhos, bonitinhos - todos eles são pessoas reais, de todas as idades, formas e feitios, bem como com todo o tipo de personalidades e peculiaridades, tal como todos nós.

 

A série está muito bem feita, com um conjunto de sub-enredos que nos agarram e nos fazem torcer pelas personagens, um conjunto de histórias que nos fazem rir e chorar e, claro, sendo uma série de comédia está lá para nos fazer sentir bem, rir, desanuviar.

 

Tive ali um momento por volta da 7ª temporada em que me cansei um pouco da série e quase nunca via, não consigo explicar o porquê, mas houve uma alteração significativa no final dessa temporada que, sabendo que não agradou a muitos fãs, para mim veio trazer uma nova dinâmica à série e foi uma lufada de ar fresco que eu não sabia que precisava; a partir daí, voltei a devorar tudo e a adorar.

 

Com as suas falhas e defeitos - como a forma monumental como estragaram uma personagem em particular -, posso confirmar que The Office é, efectivamente, uma das melhores séries de comédia de sempre. Muito diversificada, variada, multidimensional, verosímil e realista, está lá para, ao longo de 9 temporadas, nos fazer rir, mas também chorar em vários momentos emocionantes e com alguma profundidade. É muito tempo a acompanhar aquelas personagens e actores, é difícil não sair com algum carinho por estas pessoas. Recomendo, e recomendo muito.

 

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Há fãs de The Office por aqui? Ora digam-me lá nos comentários!