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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

31
Ago22

LIVROS: The Book of Mythical Beasts and Magical Creatures

Vera

Conheci este livro lá para Julho no blog da Sara, e não sei porque me interessou tanto - é de facto um tema interessante, mas não tenho particular afinidade com o mesmo. O que sei é que de alguma forma conversou comigo e, depois de ter visto que a arte era incrível, não demorei muito a querer tê-lo e lê-lo.

 

Book of Mythical Beasts and Magical Creatures

 

É um livro que nos conta breves histórias de várias figuras mitológicas e fantásticas que fazem parte de diversas culturas por esse mundo fora. É muito interessante ficar a conhecer criaturas das quais nunca tinha ouvido falar e acho que, em algumas delas, conseguimos retirar muito das culturas que as criaram (para o bem e para o mal).

 

A arte é realmente incrível e o ponto mais forte deste livro. É um livro muito, muito bonito. Foi uma experiência maravilhosa poder lê-lo e apreciar todo o trabalho artístico para representar todas as criaturas.

 

Antes que se perguntem: a foto tem um pop do Loki porque também ele está incluído no livro. Não vos quero mostrar demasiado do que este livro contém - e, acreditem, ainda nos apresenta uma quantidade significativa de criaturas - mas deixo-vos com as páginas da primeira criatura de que falam, para poderem ter uma ideia da arte. Curiosamente, são das minhas páginas preferidas do livro.

 

Book of Mythical Beasts and Magical Creatures Ymir

 

É considerado um livro infantil mas acho que poderá ser um pouco assustador para crianças com uma imaginação mais fértil e, na realidade, acho que este livro é uma delícia para toda a gente. Já disse que é um livro muito, muito bonito? Sem dúvida que recomendo. Só posso dizer que gostava muito de ver uma versão ainda mais detalhada do mesmo.

 

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27
Ago22

FILMES: Look Both Ways

Vera

Não sou particularmente fã de comédias românticas mas de vez em quando também gosto de um bom guilty pleasure e Look Both Ways pareceu-me ter uma premissa minimamente interessante para me manter entretida.

 

Look Both Ways

 

Este filme apresenta-nos Natalie, uma rapariga de 22 anos que está prestes a terminar a universidade e já tem o seu plano de vida para os próximos cinco anos bastante elaborado. Ela sabe exactamente o que vai fazer e como quer que a sua vida decorra nos próximos tempos. Acontece que Natalie envolve-se com um amigo e, apesar de acontecer uma única vez, esse acontecimento pode ter consequências. Mas também pode não ter, como um verdadeiro gato de Schrödinger. Confusos? Eu explico: é que o filme mostra-nos, em paralelo, a vida de Natalie depois de engravidar desta relação - e, portanto, sem poder fazer nada do que tinha planeado - e a vida da personagem onde a relação não deu os seus frutos e tudo continuou na mesma, dando oportunidade para Nat seguir tudo aquilo com que sonhava.

 

Vocês já sabem que eu gosto de uns bons "e se?" desta vida, por isso claro que tinha de ver este filme. Como é óbvio, não vou estar a alongar muito esta review porque este filme não foi feito para ser uma obra prima do cinema. Mas gostei muito do filme, achei a história bonita e um bom filme de Sábado à tarde. E acho que a sua mensagem principal é que, não importa aquilo que aconteça nas nossas vidas, acaba sempre por ficar tudo bem.

 

Recomendo para puro entretenimento, e para quem é fã de Riverdale a protagonista é a Lili Reinhart. 

 

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Já conheciam? Este é para ver com pipocas, e se forem pessoas sensíveis como eu, que choram por tudo e por nada, com um lencinho ao pé para ir limpando uma e outra lágrima.

23
Ago22

SÉRIES: The Sandman

Vera

The Sandman é uma adaptação cinematográfica de uma banda desenhada com o mesmo nome, escrita por Neil Gaiman. Conheço pouco do autor, confesso: só li Coraline e, apesar de ter gostado, não me ficou particularmente na memória; em termos de adaptações de histórias suas, desisti de American Gods e vi Good Omens (mas também não adorei). Ao contrário das experiências passadas, acabei a gostar bastante desta série. Não tenho particular curiosidade de ler a banda desenhada mas estou ansiosa pela segunda temporada.

 

The Sandman

 

Morpheus, também conhecido como Sandman ou Dream, acaba capturado por engano durante centenas de anos, fazendo com que o seu reino - o dos Sonhos - deteriore e acabe praticamente destruído. Finalmente livre, Morpheus vê-se sem os objectos que lhe dão poder, tentando de tudo para os recuperar e poder reconstruir o seu reino. Mas o século de reclusão mudou-o, e Morpheus torna-se mais envolvido com os humanos e a Terra do que alguma vez pensou.

 

A temporada teve vários arcos narrativos e esse é, desde logo, um dos pontos mais positivos a destacar: porque foram capazes de contar diversas pequenas histórias sem parecer demasiado corrido e apressado, e sem recorrer a elementos preguiçosos na narrativa. Gostei tanto deste aspecto na temporada que sinto que não via algo tão bem contado, do ponto de vista rítmico e narrativo, há anos. Foi uma temporada com mais do que um foco central e sinto que cada arco teve o tempo certo para ser contado. Por norma só vemos uma temporada com um foco principal e, quando há mais do que um, desenrolam-se de forma apressada. O facto de terem conseguido contar mais do que apenas uma história, numa temporada inteira, sem nunca parecer que a querem contar à pressa, para mim foi o melhor aspecto da série.

 

Acho que também ajuda que a maior parte das personagens tenham um carisma muito próprio que nos agarra logo desde início. É muito fácil percebermos o que as personagens são individualmente sem precisarmos de ver muito tempo de antena delas, o que é extremamente bem feito, se pensarmos bem. Em poucos minutos, com base na aparência, no tom de voz e entoação, nos maneirismos e expressões faciais, naquilo que dizem - conseguimos perceber o que faz aquelas personagens serem quem são. É algo que também não sinto muito em séries, no geral. Por isso, a sua caracterização e apresentação, no geral, estão extremamente bem feitas.

 

Por ter vários arcos narrativos, sinto que poderá haver uma história para todos os gostos. Já vi pessoas que gostaram mais da primeira parte do que da segunda, já eu acho que preferi a segunda à primeira. Entretanto, saiu há pouco tempo um episódio bónus com duas short stories inseridas neste mesmo universo do Sandman - uma delas em animação e repleta de gatos, se isto chegar para convencer. Parece um episódio mais à parte mas há quem diga que contém informações relevantes para temporadas futuras. Resta-nos esperar.

 

Em suma, esta série vale bastante a pena e sem dúvida que recomendo. Estou bastante curiosa pela segunda temporada.

 

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Quem daqui já viu? O que acharam?

14
Ago22

LIVROS: November 9, Colleen Hoover

Vera

Já tinha ouvido falar deste livro e estava na minha lista mental de livros para ler. Depois de ler a primeira linha de um comentário pela Internet - parei aí porque estava a chegar um spoiler -, fiquei com a vontade aguçada e não demorei muito a cumprir a leitura.

 

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9 de Novembro marca o aniversário de um acontecimento trágico na vida de Fallon. Naturalmente, é um dia que ela não gosta de recordar e que saltaria facilmente no calendário. Num desses 9 de Novembro, a um dia de se mudar para Nova Iorque, Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor que encontra nela a inspiração de que precisava para escrever um livro. Os dois dão-se rapidamente muito bem e continuam a encontrar-se durante anos, até que Fallon descobre uma terrível verdade sobre Ben que a faz questionar se ele não passou esse tempo todo a tentar apenas fabricar o enredo perfeito.

 

Muito se fala da Colleen Hoover e de vários livros dela, sobretudo pelo booktok, mas ainda só tinha lido o Regretting You - livro que achei apenas ok, e agora percebo porquê e porque é que este último não é dos mais conhecidos dela. Não preciso de ler mais livros da Colleen para perceber, depois deste, que ela encontrou uma excelente fórmula de escrita para vender - fórmula essa que não existe no Regretting You, a meu ver.

 

Não estou a criticar porque, efectivamente, a fórmula funciona - ou eu não teria devorado este livro em quatro dias, ansiosa por saber tudo o que acontece. Mas vai ser difícil falar sobre esta história, já que me deixou com muitas sensações ambíguas.

 

«“One of the things I always try to remind myself is that everyone has scars,” she says. “A lot of them even worse than mine. The only difference is that mine are visible and most people’s aren’t.”»

 

A história é chocante e algo doentia, mas estamos a falar de um romance - foi escrito para ser bonito. E acho que isso não tem problema se formos capazes de reconhecer que, na realidade, apesar de o ser, de romance não tem nada - o Ben é uma personagem que me deixou desconfortável desde o início e tem algumas atitudes que, a meu ver, são questionáveis. E eu não quero levar o livro demasiado a sério, não quero ser a pessoa que problematiza coisas que são apenas ficção - para me preocupar com problemas, já bastam os do mundo real -, no entanto preocupa-me que algumas pessoas menos conscientes possam lê-lo e ficar encantadas com o romance que para ali vai, normalizando certas atitudes que não deviam ser normalizadas e não pensando duas vezes no que acabaram de ler. Porque o livro não é uma crítica a essas atitudes, pelo contrário, também as incorpora como normais. É um romance. Foi escrito para ser bonito.

 

Passando esta breve reflexão à frente, apesar disso gostei muito de o ler. E tenho uma teoria (com dois livros lidos apenas, portanto posso estar a dizer asneiras), mas não acham que a Colleen é o Nicholas Sparks da nossa geração? Pessoalmente, ainda melhor, porque eu não gosto de ler Nicholas Sparks... Afinal, ela só escreve histórias trágicas - algumas, pelo que tenho ouvido falar, com alguns clichés. Inclusive, também achei que este livro incluía alguns momentos mais cliché. Mas caramba, se não adorei lê-lo.

 

«(...) and comfort can sometimes be a crutch when it comes to figuring out your life. Goals are achieved through discomfort and hard work. They aren't achieved when you hide out in a place where you're nice and cozy.»

 

Não posso dizer que queira ler o próximo o mais rápido possível - este livro foi bastante pesado e deixou marcas suficientes para eu precisar de respirar. Mas como já referi, a fórmula da Colleen Hoover funciona na perfeição e eu não tenciono ficar por aqui.

 

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Quem, por aqui, já leu? Que outros livros dela me aconselham? Comprei o Verity há pouco tempo. E perdoem-me se assumi um monte de baboseiras depois de ler só dois livros dela e as vim debitar para aqui, fazendo figura de parva.

12
Ago22

Pessoas que costumam ir à Feira do Livro, preciso da vossa ajuda

Vera

Acho que é escusado dizer que me refiro à de Lisboa.

 

Eu sou uma mera miúda do interior mas vocês falam tanto da feira do livro que sempre quis lá ir. Este ano talvez se proporcione um fim de semana. Ainda não está decidido mas vocês podem ajudar-me. As minhas questões são as seguintes:

  • A mais importante: tendo em conta que me encontro mais ou menos desempregada e a situação financeira não é a melhor - juntando a isso o facto de já gastar dinheiro em viagens e alojamento - que tipo de preços consigo encontrar por lá? Quais são os livros mais baratos que já conseguiram encontrar? São vários que encontro baratos ou são uma minoria demasiado pequena? São daqueles preços que só metem em livros que ninguém vai comprar ou valem a pena? Estou a falar de até 10€ e acima disso já pouco mais. Se não for assim e se for para comprar a preço de livraria não vale a pena.
  • Existe alguma altura específica em que valha a pena ir? No geral, nos dias de fim de semana e também em horas, se quiserem ir mesmo a fundo nisto.
  • Há alguma forma de saber preços de antemão? Ou de me preparar no geral, para além da famosa lista? Consigo saber o que é que há por lá antes ou não?
  • Por mera curiosidade: são só livros ou também há por lá outras pequenas coisas relacionadas (ex: artigos de papelaria ou algo assim)?

 

De momento não me lembro de mais nada mas se se lembrarem de alguma informação que me possa dar jeito, agradeço sempre. Dá para ver que não sou de Lisboa e que nunca estive numa feira do livro, não dá? Ajudem esta pobre alma 

10
Ago22

LIVROS: A Man Called Ove, Fredrik Backman

Vera

Demorei um pouco a conseguir envolver-me na história deste livro e, agora que já o li por inteiro, penso que isso talvez seja um reflexo da boa escrita de Fredrik Backman.

 

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A Man Called Ove começa por nos dar a conhecer o protagonista que dá nome ao título, Ove, como um homem de 59 anos carrancudo e rabugento. Ove gosta de ordem e de regras e não se identifica com quase nada nem ninguém dos tempos actuais em que vive. Mas não demoramos muito a descobrir as razões que levaram a que Ove seja a pessoa que é, fazendo-nos perceber que por detrás deste homem taciturno está uma triste história de sofrimento e dor. A partir daqui, conseguimos ir percebendo que, na verdade, Ove é um homem bondoso, de coração gigante.

 

É por isto que sinto que a minha dificuldade em envolver-me na história no começo foi apenas um reflexo do quão bem Fredrik Backman escreve, já que ao início Ove parece-nos simplesmente uma personagem desagradável. Mas à medida que avançamos no livro vamos percebendo que não é bem assim e vamo-nos afeiçoando a esta pessoa que começamos a conhecer melhor.

 

A Man Called Ove é, acima de tudo, uma história sobre relações humanas, conflitos, mas também sobre apoio, amor e empatia. Uma daquelas histórias que tanto gosto que nos relembram o quão especial é criar laços com as pessoas, criar amizades, não estarmos sozinhos.

 

«"Loving someone is like moving into a house," Sonja used to say. "At first you fall in love with all the new things, amazed every morning that all this belongs to you, as if fearing that someone would suddenly come rushing in through the door to explain that a terrible mistake had been made, you weren't actually supposed to live in a wonderful place like this. Then over the years the walls become weathered, the wood splinters here and there, and you start to love that house not so much because of all its perfection, but rather for its imperfections. You get to know all the nooks and crannies. How to avoid getting the key caught in the lock when it's cold outside. Which of the floorboards flex slightly when one steps on them or exactly how to open the wardrobe doors without them creaking. These are the little secrets that make it your home."»

 

E também é uma bonita história de amor, daquelas que não sei mais se se encontram nas gerações mais recentes, mas que algures pelo mundo e por outros tempos ainda existem.

 

Acabei por gostar deste livro bem mais do que estava à espera, sobretudo por ter demorado tanto a entrar na história, mas assim que começou a entrar nos eixos começou a valer muito a pena. Gosto que tenha pelo meio tantas situações caricatas com tantas personagens diferentes - a certa altura parece-nos haver certos momentos de alguma comédia no meio de uma história tão triste. E não é que faz tanto sentido que sejam estas personagens a trazer mais leveza à vida de Ove? A torná-la menos cinzenta?

 

Outro aspecto a salientar neste livro é a forma como Fredrik nos revela as coisas. Tudo vem a seu tempo, Fredrik sabe colocar a "semente" de forma certa para nos deixar saber que há algo por detrás daquelas afirmações, mas que ainda não é tempo de sabermos exactamente o que é - e depois revela tudo no ritmo certo, fazendo-nos sentir que este é um livro cheio de surpresas (nem sempre boas, mas ainda assim surpresas).

 

«Death is a strange thing. People live their whole lives as if it does not exist, and yet it's often one of the great motivations for living. Some of us, in time, become so conscious of it that we live harder, more obstinately, with more fury. Some need its constant presence to even be aware of its antithesis. Others become so preoccupied with it that they go into the waiting room long before it has announced its arrival. We fear it, yet most of us fear more than anything that it may take someone other than ourselves. For the greatest fear of death is always that it will pass us by. And leave us there alone.»

 

Em suma, recomendo muito este livro. Com uma história que tem tanto de bonita como de triste e que vos vai fazer deitar algumas lágrimas. Muito se tem falado do filme que vai ser lançado este ano, protagonizado por Tom Hanks e baseado neste livro, que se vai chamar A Man Called Otto. Mas na realidade já existe uma adaptação cinematográfica da história: um filme sueco (tal como o autor do livro) de 2015, com o mesmo nome, que podem ver na HBO Max.

 

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Quem já leu este livro? Só preciso que me digam duas coisas: o que acharam e qual o carro que conduzem (viram o que fiz? ).

05
Ago22

Sobre livros

Vera

Deixei de ler regularmente por um tempo e o livro que estou a ler não estava a ajudar muito. Ao início não estava a achar nada de mais. Agora começo a entrar um pouco mais na história. Estou a ler o A Man Called Ove. Tenho aproveitado para ler nas minhas horas de almoço (agora que tenho uma vida relativamente mais 9 to 6). É o meu momento do dia para relaxar. Ainda não estou a adorar o livro, mas gosto um pouco mais do que gostava ao início.

 

Há uns dias a Wook fez uma campanha de devolução de 10€ em cartão por cada 30€ de compras ou 5€ por cada 15€. Aproveitei o facto de receber o subsídio de férias para fazer os 30€ e comprei três livros novos. Todos em inglês - porque mais barato -, ainda estou à espera que cheguem dos fornecedores. Foi uma decisão difícil no meio de tantos livros que queria ler e comprar, mas acabei por me decidir pelo Verity, Normal People e The Final Girl Support Group. Vou aproveitar os 10€ no We Were Liars, que estou muito, muito curiosa por ler.

 

Isto tudo para dizer que a minha faceta de leitora ficou com o pito aos saltos depois de gastar dinheiro. Porque é que fico mais entusiasmada com leitura ao comprar livros novos? Aqui o ênfase é no comprar, não é nos livros novos... Se é que isto faz sentido.

 

Ah, e para ajudar à festa já nem sequer tenho espaço neste quarto para mais livros. Estou a contemplar comprar uma daquelas caixas de secretária que por aí andam na moda, sabem? Ainda estou para perceber se vão caber livros nisto. Se couberem não vão ser muitos... Mas deve dar para desenrascar.

 

Qual é o propósito deste post? Não sei. Nenhum. Apeteceu-me vir divagar sobre coisas desinteressantes - diga-se, eu comprar livros e ler nas horas de almoço. Falar de livros em si nunca é desinteressante.

 

Para acabar isto da melhor maneira: falem-me do livro que estão a ler. Qual é, se estão a gostar...

02
Ago22

SÉRIES: Resident Evil

Vera

Antes de mais nada, pequeno disclaimer: não estou muito por dentro dos jogos Resident Evil. Já vi algumas pessoas jogarem alguns jogos, mas é só isso. E pelo que tenho visto, ainda bem, porque têm sido os fãs dos jogos a não gostarem tanto da série.

 

 

Nesta série, vemos duas linhas do tempo: a do presente (que não é o nosso presente), onde mais de 15 anos se passaram após um apocalipse zombie que acabou com a maior parte da vida humana. Nesta cronologia, vemos Jade a estudar esta "nova espécie", tentando arranjar uma forma de poder salvar o mundo. A outra linha do tempo corresponde ao passado de Jade quando era adolescente, num pré-apocalipse que se desenrola em vários acontecimentos trágicos que percebemos serem o gatilho para o começo do fim do mundo. No meio de tudo isto, temos a forte presença da Umbrella Corporation, a organização multimilionária que esconde muitos segredos enquanto tenta desenvolver Joy: uma medicação que cura por completo a depressão.

 

Esta série está a ser fortemente criticada pela fanbase de Resident Evil. Como já referi, não estou dentro desse mundo e por isso não sei o quanto está relacionada com os jogos ou não. Pelas reacções vou presumir que não está muito. No entanto, eu adorei esta série. Acho que ela não é assim tão má como série isolada e acho que podiam tentar olhar um pouco para ela dessa forma.

 

Se tem alguns elementos narrativos um pouco preguiçosos? Talvez. A protagonista está repetidamente a ser apanhada nas mesmas situações e repetidamente a safar-se delas com soluções à base do milagre. E quem a rodeia está repetidamente a não safar-se delas de todo. Consigo fechar um pouco os olhos a isso e apreciar tudo o resto.

 

Para já, acho que é uma série incrivelmente cheia de surpresas. O pilot surpreendeu-me umas três vezes com coisas novas a serem reveladas e isso nunca desapareceu muito ao longo da temporada inteira. Gostei da diversidade de "elementos maus" que a série me pôs no caminho - não foram apenas os "zeros" (zombies) nem apenas a Umbrella Corporation. Foram tantas outras coisas que não esperava que existissem neste mundo pós-apocalíptico. Provavelmente devo isto mais aos jogos e ao mundo em si do que à série, mas gostei muito.

 

Também gostei do facto de esta série se passar já muito, muito depois do apocalipse ter ocorrido, e de mostrar a vida na Terra mais de uma década depois de esta ser praticamente dizimada. A linha de tempo do passado também se torna extremamente interessante para nos mostrar como tudo levou a que aquilo acontecesse. Gosto que tenham ido para lá dos típicos zombies que todos conhecemos - não só no que diz respeito a outras criaturas, como no que toca à evolução do vírus que os fez assim.

 

E claro, como não podia deixar de ser, esta série tem aquele elemento muito básico que gosto: a típica empresa que tem muita mão na destruição do mundo depois do estudo de alguma substância correr mal, liderada por uma pessoa fria e rigorosa que é capaz de tudo para alcançar o sucesso. Embora, mais uma vez, isto seja algo que possa agradecer aos jogos e não à série, já que a Umbrella Corporation é um elemento conhecido deste universo.

 

Já tinha alguns dos jogos na minha wishlist e a série, na verdade, fez-me ficar com mais vontade ainda de os jogar e conhecer. Mesmo que o que vá encontrar possa ser muito diferente do que vi aqui. Gostei muito desta série e espero muito que haja uma segunda temporada. Infelizmente, com reacções tão negativas por parte dos fãs, e com as notas tão baixas que tem recebido, não sei se isso vai acontecer. Resta esperar que sim. Netflix: por mim, tens o meu aval.

 

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Já viram esta série? O que acharam?

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