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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

31
Jan23

Música do Mês | Janeiro (2023)

Vera

No meu blog anterior (alguém ainda se lembra do Above 25?), houve uma altura onde comecei a partilhar "músicas da semana", aquelas que tinha ouvido mais ou me tinham dito mais naquela semana. A verdade é que eu quase não ouço música e, quanto mais tempo passa, menos ouço. Ainda assim, nos últimos tempos tenho tentado voltar a criar esse hábito, sobretudo quando estou a trabalhar. E por isso, senti falta de uma "rubrica" do género.

 

Posto isto, sejam bem-vindos ao primeiro (de muitos, espero) post da Música do Mês. Invariavelmente vou sempre partilhar algo que esteja ligado aos acontecimentos mais recentes da minha vida, pelo menos é isso que espero que aconteça. Se houver um mês onde partilho uma música apenas porque não parei de a ouvir em repeat, então é sinal de que tudo está a correr bem nos âmbitos pessoais.

 

Ora, para Janeiro temos Time in a Tree, de Raleigh Ritchie: gosto sempre de revelar que este senhor é o Greyworm de Game of Thrones, porque a maioria das pessoas não sabe que ele também canta!

 

Estou a passar por umas mudanças na minha vida que não estão a ser fáceis e tive de tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida este mês. Se são das mais difíceis podem adivinhar que também acarreta as suas coisas más. E como ainda não perdi a minha essência negativista e derrotista, quando as coisas ficam difíceis a única coisa que me apetece é desaparecer, ir viver para uma cabana no meio das montanhas, fechar-me num casulo, deixar de lidar com a realidade, com o mundo lá fora. É aqui que entra Time in a Tree, este mês.

 

 

«(...)
I've seen things that I never should have seen
Said too many things I didn't mean
Hurt myself too many times to count
I need to let it out, and just release
Been lying to myself too long
Been trying by myself too long
I can't relax, I'm too distracted
I can't hack it, hmm
 
(...)
I just want time in a tree
I need a place just for me
Somewhere that I can be free
Keep the faith and just be
What you'll be»
30
Jan23

Filmes | The Menu

Vera

Mais uma tarde de Domingo, mais um filme.

 

filme the menu disney plus

 

Em The Menu, Margot é convidada à última da hora por Tyler para ir a um restaurante extremamente exclusivo. Situado numa ilha remota, o restaurante do chef Slowik promete ser uma experiência gastronómica inesquecível. Após uma viagem de barco, acompanhados de um grupo de pessoas com importância e poder no mundo, os convidados chegam à ilha para começarem a experienciar tudo o que faz parte do conceito que chef Slowik tem para oferecer. Acontece que esse conceito tem mais emoções do que se esperava...

 

Fui para este filme sem saber quase nada sobre o que se tratava e ainda bem. Franzi muito as sobrancelhas e repeti "what the fuck" muitas vezes para mim mesma, mas às vezes também é assim que sei que o filme é mesmo bom.

 

Nem sei o que vos dizer porque na realidade acho que este é daqueles filmes que, efectivamente, quanto menos se souber melhor. Só posso dizer que foi chocante, surpreendente, e ao mesmo tempo, de modo estranho, uma boa peça de entretenimento. O filme pode ter todas as bizarrias que quiser; acho que, no final de contas, conseguimos perceber que se consegue divertir consigo mesmo, não se levando a sério.

 

Ralph Fiennes está brilhante no papel de chef Slowik e consegue entregar toda a apatia e indiferença que existe nesta personagem. Este filme não chegou ao cinema aqui da terrinha e depois de o ver percebi perfeitamente porquê. Dizem por aí que tem uma certa crítica à elite e portanto foi engraçado debater com o meu namorado a forma como não temos elite suficiente na terrinha para o filme chegar cá.

 

Mas bem, fora este aparte: vejam The Menu e deliciem-se com uma experiência que é capaz de vos dar voltas ao estômago, não da forma que todos queríamos (existe outra? Se calhar não). Para histórias bizarras estamos cá sempre, porque já todos conhecemos a normalidade: e esta está bastante bem feita. Podem ver no Disney Plus.

 

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Quem conhece? Qual é a tua avaliação do menu do chef Slowik?

28
Jan23

Séries | The Bear

Vera

A série que tem andado pelas bocas do mundo, não muito apta para pessoas com ansiedade (posso confirmar).

 

the bear hulu

 

Em The Bear, vemos Carmen, um jovem chef, a tentar tomar conta do pequeno restaurante que o irmão lhe deixou após se suicidar. No meio de uma equipa que parece não querer aceitá-lo, das relações preenchidas de tensão com familiares e da luta contra o seu próprio luto e saúde mental, Carmen tenta transformar o The Beef num dos melhores sítios de Chicago.

 

Esta série vê-se relativamente rápido: a primeira temporada tem apenas 8 episódios com cerca de 30 minutos. Tendo por cenário, na maior parte do tempo, a cozinha de um restaurante, não podemos esperar outra coisa desta série senão caos completo e um ritmo frenético dignos de deixar qualquer pessoa em agonia e criar ou aumentar ainda mais o sentimento de ansiedade.

 

É aqui que reside a força de The Bear porque retrata muito bem a confusão, e diria que não apenas a de uma cozinha, mas a da vida no geral também. Na verdade, as cenas que se passam fora do The Beef também são de destacar, dando-nos sempre a conhecer o background e as dificuldades de cada personagem "lá fora".

 

Esta série surpreendeu muito e surpreendeu bem. Vale bastante a pena pelas emoções que carrega e tem um dos melhores episódios na história das séries, dando a entender que foi inteiramente filmado num take só. Vejam, não se vão arrepender. Em Portugal, pode ser vista no Disney Plus.

 

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Quem aqui já viu? Partilha a tua opinião nos comentários!

25
Jan23

Séries | Normal People

Vera

Depois do livro, tinha de passar para a adaptação para série de televisão. E foi a primeira série de 2023 - ou, neste caso, mini-série.

 

série normal people

 

Sinto que neste caso é desnecessário escrever uma sinopse quando quase acabei de o fazer na publicação sobre o livro, por isso, convido-vos a visitarem o post caso estejam curiosos sobre o enredo.

 

Uma vez que já fiz uma review onde falei bastante da história e das personagens, e considerando que tudo isso foi muito fielmente retratado na mini-série, vou apenas escrever uma publicação curta com foco noutros pontos que só a série poderia trazer.

 

Primeiro ponto a destacar (enormemente): os actores. Acho que em 29 anos de vida nunca vi uma química tão grande entre dois actores como vi em Normal People. E isto é dizer muito. Segundo ponto a destacar: o trabalho de câmara. Acho que estes dois elementos, em conjunto, foram incríveis em fazer-nos sentir como se ali estivéssemos, dentro da cena, tão perto e envolvidos. Visualmente e emocionalmente. Que trabalho incrível.

 

A série foi um retrato tão fiel do livro que fica difícil criticar - na verdade, até vi pessoas a dizerem que em certos aspectos a série conseguia ser ainda melhor. Eu continuo a preferir o livro, mas a série não fica nada atrás. Se ao início me demorou a convencer, por ter achado um pouco lenta e me ter incomodado o silêncio e a quase-ausência de soundtrack, não demorou muito para que a relação entre estas duas personagens me começasse a embalar.

 

Sabem quando uma série é tão emocionalmente carregada que vos faz sentir tristeza, ou um peso muito grande? É quase isso, mas em vez do peso emocional cair sobre vocês, cai sobre as personagens e vocês conseguem perceber "a milhas" do outro lado do ecrã. Talvez precisamente pela química tão grande entre os dois actores prinicipais.

 

Uma mini-série brilhante que complementa o livro na perfeição. Leiam o livro primeiro, mas depois de o fazerem, esta é para ir para a lista para ver. Em Portugal, pode ser vista na HBO Max.

 

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Quem já viu? O que acharam?

23
Jan23

Livros | Normal People, Sally Rooney

Vera

O último livro de 2022. E deu para terminar o ano da melhor forma possível em leituras.

 

Livro Normal People Sally Rooney

 

Normal People apresenta-nos a Connell e Marianne: dois adolescentes que estudam na mesma escola secundária, mas bastante diferentes um do outro. A única coisa que os liga é que a mãe de Connell trabalha como empregada doméstica na casa de Marianne. Connell é um rapaz popular, já Marianne é solitária mas sem medo de ser orgulhosa e responder a quem quer que seja, sendo portanto má vista pelos colegas. É num dia em que Connell vai buscar a sua mãe a casa de Marianne que uma ligação especial entre os dois começa a nascer. Eventualmente, ambos vão para a universidade em Dublin e o que se segue é uma relação intermitente entre duas pessoas que seguem o seu caminho mas acabam sempre por se encontrar.

 

Foi o primeiro livro que li de Sally Rooney e, apesar desta longa sinopse, não se pode dizer que tenha uma história propriamente dita: apenas seguimos as vidas destas duas pessoas ao longo dos anos - às vezes juntas, às vezes separadas.

 

«Lately he’s consumed by a sense that he is in fact two separate people, and soon he will have to choose which person to be on a full-time basis, and leave the other person behind.»

 

Gostei muito da escrita de Sally Rooney e de como, mesmo em terceira pessoa, conseguiu fazer com que sentisse tão bem aquilo que as personagens sentiam e pensavam. Como conseguiu tão bem fazer com que me sentisse dentro da cabeça delas, do corpo delas.

 

Este livro é uma excelente ode à complexidade do ser humano, da mente humana. Faz-nos perceber que todos temos os nossos "macaquinhos" na cabeça, mesmo se aparentarmos ser a pessoa mais bem ajustada de todo o sempre. Também é uma excelente obra relativa a saúde mental, no geral, visto que pelo meio da história se fala efectivamente de doenças mentais.

 

Podia ser uma história de amor, mas é mais uma história de desencontros, falta de comunicação, complicações e complexidades humanas. As personagens têm uma multidimensionalidade incrível, sobretudo Marianne: uma das personagens mais intrigantes, complexas e difíceis com quem já me deparei até hoje.

 

«There’s something frightening about her, some huge emptiness in the pit of her being. It’s like waiting for a lift to arrive and when the doors open nothing is there, just the terrible dark emptiness of the elevator shaft, on and on forever.»

 

A capacidade que Sally Rooney tem para nos envolver na mente destas personagens e na teia de encontros e desencontros que vivem faz valer a pena esta leitura. Ao início, parece apenas um young adult normal; depois começa a surpreender de tal forma que pessoalmente nem sei se consigo classificá-lo como young adult de todo. Se o for, é muito diferente de todos os que li.

 

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Quem aqui já leu? Que outros livros me recomendam da autora? Quero muito ler Conversations with Friends.

16
Jan23

Séries | Schitt's Creek

Vera

Uma série vista ainda em 2022 que desde já posso dizer que adorei e foi uma das melhores do ano.

 

schitt's creek

 

Schitt's Creek retrata a vida da família Rose depois desta perder toda a sua fortuna e tudo o que possuía, vendo-se forçados a mudarem-se para Schitt's Creek: uma pequena cidade que Johnny Rose comprou há muitos anos por "piada", sendo a única posse que ninguém tirou à família.

 

Schitt's Creek sofre daquilo a que gosto de chamar de síndrome The Office US, atravessando uma primeira temporada medíocre, sem rumo e sem uma identidade definida - mas é depois dessa travessia que se começa a encontrar e a definir o seu lugar no mundo da comédia, sendo que acabou por ganhar imensos prémios no final de contas.

 

E não é para menos, quando esta é uma das melhores séries de comédia a que já assisti. Se no início nos deparamos com uma família de excêntricos tão tipicamente fora da realidade normal que nem nos conseguimos identificar com os seus problemas, ao longo da série vamos vendo estas personagens desenvolverem-se, crescer e amadurecer de tal forma que é impossível não começarmos a ganhar um carinho especial por elas.

 

Para mim, o ponto mais forte de toda a série está efectivamente nas personagens: na sua evolução e na forma como deixam de estar tão distantes do mundo real; na forma como crescem e se apercebem que existe mais no mundo do que a riqueza, a materialidade, a futilidade e o dinheiro.

 

Mas não é por descobrirem que existe um lado mais modesto e humilde da vida que estas personagens deixam de lado as suas excentricidades, e é isso que as torna tão únicas e que faz desta série aquilo que ela é. Uma das coisas que mais pensei ao longo da série foi o quão bons os actores são e o quão bem foram escolhidos para captar de forma tão incrível todos os maneirismos, gestos e expressões típicas de cada personagem.

 

Realmente a família Rose é uma família incrivelmente única, e ter podido experienciar esta série e conhecer estas personagens a fundo, ao mesmo tempo que as vi crescer e amadurecer tanto, foi um privilégio. Esta série vale bastante a pena e não fica difícil perceber porque é que ganhou tantos prémios, a partir de certo ponto.

 

Sem dúvida que recomendo, é daquelas que gostava de poder eliminar totalmente da memória só para ver novamente como se fosse a primeira vez. E uma curiosidade: a série foi criada por Eugene e Dan Levy - pai e filho em série, e pai e filho na vida real! O Eugene Levy é o famoso pai do protagonista de American Pie. Também há uma filha no meio das personagens secundárias, mas vou deixar-vos descobrir sozinhos quem é... E para cereja no topo do bolo: Moira Rose é protagonizada por Catherine O'Hara, a mãe do Kevin em Home Alone. Um elenco e pêras para uma série que não poderia pedir menos. Vejam, por favor!

 

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Quem aqui conhece? O que me dizem desta série? E qual a vossa personagem preferida? Eu adoro o David, mas a Alexis também foi conquistando o meu coração.

12
Jan23

Filmes | Avatar: The Way of Water

Vera

Não estava nos meus planos ver este filme. Vi o primeiro nos cinemas porque lembro-me que, na altura, era a grande novidade do cinema 3D e ainda ninguém tinha vivenciado essa experiência. Não me lembro da história nem do filme em si, mas lembro-me que gostei. E, talvez erradamente, fiquei com a ideia que ao longo do tempo o cinema 3D se tornou um 'flop' - não sei se estou enganada ou não, mas tenho ideia que alguns filmes tentaram seguir os seus passos mas, como não tinham sido de facto filmados para serem filmes 3D, acabaram por não ter o mesmo sucesso. E esta ideia do 3D foi caindo e começou a parecer-me apenas uma ideia esquecida no tempo. Talvez por isso não tinha mais grande interesse em ver a sequela do primeiro Avatar.

 

Acabei por vê-lo inesperadamente. Vivo na terrinha e aqui não vai passar em 3D, e o meu namorado estava tão entusiasmado por querer vê-lo em 3D na capital de distrito, com um telemóvel da Idade Média que nem GPS tem - e não se calava com o "quero e vou ver, mas não sei como vou para lá e voltar para casa" - que acabei por ceder e dizer-lhe para o irmos ver enquanto estávamos em Lisboa. Tirando que tive a sorte de ter atrás de mim uma pessoa que estava propositadamente aos pontapés à minha cadeira o filme inteiro (porque pelos vistos somos todos criancinhas), foi uma experiência interessante.

 

avatar the way of water

 

A sequela ocorre vários anos após os acontecimentos do primeiro filme: Jake Sully e Ney'tiri formaram uma família entretanto e acabam por ter de se juntar a outra nação para defender a sua família dos inimigos.

 

A minha review vai ser curta porque efectivamente não tenho muito a dizer nem a aprofundar sobre este filme. Gostei muito do filme e da experiência em si - aliás, Avatar: The Way of Water não é de todo um mau filme, mas vale a pena apenas pela experiência cinematográfica que proporciona. Junta o 3D a uma fotografia, efeitos e cinematografia no geral muito bonitos para nos dar uma experiência visual incrível.

 

No entanto, achei o filme demasiado longo e não consigo dizer que gostaria tanto do filme se não fosse pela componente 3D - seria só mais um filme normal, como todos os outros. É pouco, mas isto é de facto tudo o que tenho a dizer.

 

Ainda assim, recomendo o filme no cinema pela experiência, é mesmo muito bonito e algo incrível de se ver. Mas em termos de pontos fortes acho que se fica por aí. Não é mau no restante, mas também não é nada de espectacular.

 

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07
Jan23

2023 já pode acabar

Vera

Eu sei, ainda há uma semana estava a falar dos melhores momentos de 2022 e como foi um bom ano. E foi. E se calhar era boa ideia voltar atrás no tempo porque, passada a primeira semana, 2023 não me está a tratar nada bem. Nada.

 

Há muito tempo que não fazia uma publicação pessoal (tirando efectivamente a reflexão de 2022) mas sinto que depois de uma semana tão desastrosa tinha de vir desabafar sobre isto para algum lado.

 

Ora, quem é que fez parte do grupo de pessoas que começaram a ficar doentes depois do Natal? Eu mesma, sim. Acontece que comecei a tomar Ilvico assim que o ataque começou e passei os dias bem. Até bem demais, para o que costuma ser a minha experiência (o que se comprovou, mas já chegamos a essa parte). Parecia uma mera constipação. Começou a passar e nada de maior tinha acontecido então fui deixando de tomar.

 

Passamos à passagem de ano onde não era só eu a recuperar de uma constipação (ou gripe? Na altura nem sabia) mas onde, um a um, cada pessoa foi começando a piorar outra vez. E claro, chegou a minha vez. Ora, o primeiro dia "a sério" foi para valer: o meu primeiro dia de volta ao trabalho depois de um fim de semana prolongado, mas com a garganta mais seca que palha de aço e a doer imenso. Fosse esse o único problema. Antes mesmo de tomar o pequeno-almoço, sem absolutamente nada no estômago, vomitei (e até ter vomitado parecia que ia desmaiar, e estava sozinha em casa, então só essa experiência por si só foi bastante agradável). Comecei a sentir-me enjoada a meio do pequeno-almoço (nem o terminei) e só pensar em comida me dava náuseas.

 

Claro que não consegui comer nada de jeito naquele dia: estava fraca, porque pouco tinha comido; não conseguia comer porque me sentia enjoada e o chá que tentei beber, metade foi para fora também. E depois veio a febre, ligeiramente mais alta do que costumo ter e sem poder tomar paracetamol, de estômago vazio e a rejeitar comida. Eventualmente lá consegui ir bebendo o resto do chá, ir comendo, e lá consegui tomar comprimido ao fim do dia. Esses sintomas pararam por aí. Ah, e acabei por não trabalhar, não conseguia de todo. Outro ponto importante: fiz um auto-teste de covid, que deu negativo.

 

Foram-se passando os dias comigo a não me sentir pior, mas a não me sentir melhor também: já não tinha febre mas sentia-me febril (isto faz sentido?), a congestão nasal não melhorava e a garganta também não. Saltamos então para o dia de ontem em que começo a ficar com o ouvido entupido e a doer-me às vezes e depois começo a ficar com conjuntivite num olho. Porque era só mesmo isso que me faltava. Também perdi por completo o paladar, a comida não me sabe a nada. Passei a noite com o ouvido a deitar secreções e o olho também.

 

Nesta manhã fiquei mil anos a contemplar se esperava, se ligava para a saúde 24, se ia às urgências, se ia à farmácia. Só queria ser vista por um médico e que me receitassem algo para tudo isto terminar porque, feitas as contas, estou doente há semana e meia e estou desde 3ª feira sem melhorar. Não achei normal. Também não achei que fosse covid, não só porque o teste deu negativo, mas também porque respondia bem ao paracetamol (a febre passou e não voltou mais sequer) e ao Ilvico (que ainda tomei antes de ontem e que efectivamente ajudou com a congestão nasal, mas só enquanto fez efeito). Mas, ainda traumatizada desta pandemia, fiquei com medo de ir às urgências e ser julgada, que pensassem que devia ter ficado em casa porque podia ser covid, ou o que fosse... Decidi ir à farmácia primeiro.

 

Então lá entrei eu no meu carro, cheio de água por dentro há uns dois meses porque 4 dias de sol no meio de 2 meses de chuva não mo secaram e, portanto, não consigo perceber se a limpeza que fizeram na oficina ajudou a não entrar mais água ou não (isto tudo é relevante, acreditem)... Bom, como eu estava a dizer, lá entrei eu no meu carro pronta a ir à farmácia pedir algo. O meu querido bolinhas de 99, paz à sua alma, não arrancava. Não arrancava, não arrancava, não arrancou. Tive de ligar ao meu namorado para me ir buscar e para me levar à farmácia.

 

Provavelmente a única coisa boa no dia e na semana: chegada à farmácia, apanhei uma moça muito simpática e atenciosa que me disse que era melhor ir ao médico porque se o ouvido já estava a deitar secreções não havia nada a fazer sem antibiótico. Até me explicou porquê, disse que o centro de saúde tinha consultas até às 13h e para tentar ir lá. E tentámos, mas estava fechado. Então acabei nas urgências do hospital, por quase 2h, onde finalmente fui vista por um médico e onde finalmente me receitaram medicação e onde de facto verificaram que o meu ouvido está completamente inflamado (nota para mim e para todos vocês: não tentem forçar a assoar quando estão com gripe. Os vossos ouvidos vão sofrer). E depois de voltar à farmácia para comprar tudo (onde fui atendida por outra rapariga mas a anterior lembrou-se de mim e foi ver como tinha ficado tudo - porque super atenciosa mesmo) lá voltei a casa com esperança que o meu corpo melhore.

 

Mas sabendo que continua para ali estacionado agora um carro que nem pega. Sabendo que estou farta de gastar dinheiro com ele ultimamente e que começa a tornar-se necessário comprar outro: não só por dar constantemente problemas, mas pelos que tem agora. A água lá dentro que me afecta sempre que conduzo, porque tenho de ter o ar ligado no máximo (e só tem ar frio) e a janela toda aberta (com um gelo lá fora) para ir desaparecendo a humidade no vidro, do qual não vejo quase nada porque está cheio de água até mais ou menos 5 minutos depois de começar a conduzir. Ou seja, conduzir em pleno Inverno (e plena gripe) com todo o frio do mundo a cair-me na cara e sem conseguir ver um palmo à frente. A mesma água lá dentro que, quanto mais tempo não é limpa e seca, mais me apodrece o chassi do carro. O botão de faróis de nevoeiro que não funciona e, por isso, não consigo utilizá-los (supostamente iam ligar-me com orçamento para isto, mas esqueceram-se). E agora não pega, apesar de ter trocado a bateria num passado recente. E no ano passado gastei perto de 600€ com o carro. Parece que vou cada vez mais à oficina mês sim, mês sim, e nada disto compensa.

 

No entanto não estou propriamente abundada de dinheiro para conseguir comprar um "novo" (usado) e isso está a custar-me. Porque vou ter de começar a contar trocos. E agora com mais urgência, naquele dilema de "vale a pena rebocá-lo à oficina para arranjar ou compro outro?". Não sei.

 

Peço desculpa pela publicação longa e desviada dos temas deste blog. Precisava de desabafar, de facto. Porque estou a começar o ano de excelente forma. Ou isto é um presságio do horror que ainda aí vem em 2023 ou daqui só pode ser sempre a subir. Espero que seja o segundo.

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