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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

27
Fev23

Filmes | Ant-Man and the Wasp: Quantumania

Vera

poster do filme ant-man and the wasp: quantumania

 

A sinopse deste filme é relativamente simples: acidentalmente, Ant-Man e The Wasp acabam no reino quântico com as suas famílias e têm de encontrar uma forma de regressar a casa. A um nível menos superficial, no entanto, há mais que isso.

 

Este filme não tem tido boas críticas e, apesar de não ser dos melhores que vi, honestamente também não acho que tenha sido assim tão mau. Sim, talvez pareça um trailer de 2 horas para o quinto filme de Avengers, como tanta gente tem dito, mas também foi uma forma de aprofundar um pouco mais do grande vilão que aí vem depois de Thanos.

 

O filme deu-me umas vibes engraçadas de Star Wars (não sou a maior fã, só vejo The Mandalorian), embora talvez não com os melhores efeitos especiais de sempre (mas uma vez mais, não também com os piores). Acho que o filme sofre muito disto em todos os aspectos: não é o melhor... mas também não é o pior.

 

Acabou por ser um filme simplesmente bastante normal e mediano, mas está tudo bem com isso. Não tem de ser a obra prima do cinema. Agora, para um trailer de 2 horas para o novo vilão, se me deixou curiosa ou entusiasmada por ver mais de Kang? Devo dizer que talvez não... Acho que a série Loki me deixou bem mais curiosa na altura do que este filme.

 

Em suma... Gostei, mas não foi nada de extraordinário. Honestamente este é um daqueles filmes sobre os quais simplesmente não tenho muito a dizer.

 

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Quem aqui já viu? O que acharam?

24
Fev23

Filmes | X

Vera

Não sabia nada sobre este filme e, para dizer a verdade, não sinto que me tenha acrescentado muito mais.

 

 

X é um filme de terror slasher que acompanha um grupo de cineastas pornográficos que viajam até uma quinta no Texas para fazer um novo filme. Um casal de idosos é dono desta quinta e eles não fazem ideia do verdadeiro motivo pelo qual estas pessoas se alojaram ali. Acabamos por perceber que este casal de idosos é imensamente estranho e que há muito mais por trás dos seus comportamentos do que apenas o facto de não quererem que este grupo de pessoas faça um filme pornográfico ali.

 

Estou farta de dizer por aqui que terror é um dos meus géneros preferidos, mas sou sincera, slasher não cairia propriamente nos meus subgéneros preferidos. Apesar de já não me lembrar do filme em si, sei que adorei Texas Chainsaw Massacre, mas também é o único do qual estou certa. Todos os restantes não me consigo sequer lembrar se cheguei a ver ou não (como por exemplo Halloween... Não faço ideia).

 

Por este motivo e por outros, este filme não me fez grande diferença. A homenagem ao subgénero está clara, mas não posso dizer que seja fã. Acho que o filme deixou-me mais desconfortável que outra coisa, por dois motivos. Primeiro, porque tem um lado voyeur com o qual não me identifico de todo. Segundo, porque sinto que as características deste casal de idosos são demasiado estranhas até para mim. O filme toca um pouco no tema da sexualidade em idade avançada e eu acho isso bastante digno, mas francamente é levado a um nível tão obsessivo, perverso e creepy que é só desconfortável.

 

Para além disso, senti que o enredo foi um pouco parado por mais de metade do filme, esta mesma metade preenchida de cenas sexuais - só que não estamos a falar de um filme pornográfico, estamos a falar de um filme de terror, e esse só começou bem mais tarde e por bem menos tempo que o restante. Por fim, achei que o filme tentou passar mensagens bastante contraditórias: porque assenta numa crítica ao moralismo e pureza cristãs, ao mesmo tempo que coloca as personagens mais defensoras disto na posição menos equiparável a isto.

 

Na verdade, agora que escrevo sobre isto e que penso melhor no assunto, até faz algum sentido. Quantos cristãos não vemos pelo mundo fora tão defensores do religiosamente correcto ao mesmo tempo que têm atitudes desumanas? Não é assim tão descabido no mundo de hoje.

 

Vejam, eu percebo que talvez o facto de me ter feito sentir mais desconfortável que outra coisa seja uma prova de que o filme foi efectivamente bem-sucedido no que queria. Pelo menos no que toca ao casal de idosos, acho que o objectivo era parcialmente esse (digo parcialmente porque também acredito que a outra parte fosse tornar o tema mais natural, não fosse pelo elemento obsessivo associado). Mas sinceramente não é o meu tipo de filme.

 

Ainda assim, recomendo porque reconheço que é um filme suficientemente satisfatório, e mais ainda se forem fãs deste género. Este não está em nenhuma plataforma de streaming e, por causa do nome, até fica difícil encontrá-lo... mas boa sorte.

 

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Quem aqui já viu? O que acharam?

Edit: Esqueci-me de referir que saiu um segundo filme chamado Pearl que é uma prequela deste. Eventualmente também irei ver!

21
Fev23

Filmes | Midsommar

Vera

Depois desta experiência cinematográfica só consigo pensar no Hereditary e perguntar-me porque é que tento ver filmes do Ari Aster. Não vai acontecer mais, posso prometer.

 

poster do filme midsommar

 

Depois de um acontecimento trágico na sua vida, Dani viaja para a Suécia com o namorado Christian e os seus colegas estudantes de antropologia - mais concretamente, para uma "aldeia" num meio rural onde um desses colegas foi criado. Esta viagem acontece porque está na altura do festival do solstício de Verão - Midsommar - onde várias tradições acontecem.

 

Ora, este filme é muito bem falado e portanto eu ia com as expectativas em alta, sem saber na verdade que tinha a realização e guião em comum com o Hereditary (quem está confuso por eu estar sempre a mencionar este filme, leiam só a minha review e já percebem minimamente porquê).

 

E se foram ler a review ou se por algum milagre se lembram que aquilo que gostei menos no Hereditary foi o enredo, também já podem adivinhar o que é que talvez gostei menos aqui.

 

Vejamos, Midsommar é um filme extremamente bem feito em termos técnicos e muito bonito visualmente. Mesmo. A cinematografia, a direcção de arte, o trabalho de câmara, a edição, até a banda sonora - está tudo absolutamente incrível! Mas a narrativa falha tanto para mim que não consegui gostar do filme como um todo. E atenção que estamos a falar de um filme que me fez ter de meter pausa após 10 minutos e avaliar se eu realmente queria continuar a vê-lo, porque nesses míseros 10 minutos foi tão pesado que me afectou mesmo muito... Felizmente essa sensação não se prolongou pelo resto do filme; infelizmente o filme no geral também acabou por não me agradar a 100%.

 

Não percebo qual é a obsessão que o Ari Aster tem em meter bizarrias nos filmes sem qualquer propósito ou sentido por trás, porque já com o Hereditary senti exactamente a mesma coisa. Existe violência gratuita e coisas desse género, e depois para este senhor existe bizarria gratuita. Ouçam, não me interpretem mal: eu adoro filmes bizarros, para coisas normais já bastam as nossas vidas mundanas. Mas para mim essas bizarrias têm de ser coerentes, ter algum sentido por trás. Que foi coisa que não senti com Midsommar (e com Hereditary, na verdade). O que eu sinto que este autor faz com os filmes é que atira coisas estranhas "para cima da mesa" só por serem estranhas e para parecer bué fixe que este filme está cheio de coisas estranhas. Mas depois não tem nada por onde se lhe pegue. Nada.

 

Parabéns à protagonista por ter deixado pessoas e uma relação que não prestam, sim, só para não acharem que eu não percebi a mensagem do filme. Eu percebi. Mas não invalida o resto. Na verdade, a certa altura do filme eu já estava só aborrecida e à espera que chegasse a hora de terminar.

 

Eu nem sabia que Ari Aster tinha sido o realizador e escritor tanto deste filme, como do Hereditary. Depois de ter percebido o denominador comum foi o momento em que decidi cortar caminho com este senhor. Peço desculpa, mas comigo não dá.

 

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Alguém que tenha gostado mais disto que eu? Peço desculpa se a minha review transparece um pouco de revolta, mas eu não posso mais com estas narrativas.

Edit: Esta publicação foi escrita há umas semanas mesmo depois de ver o filme. Ia alterá-la para não parecer tão revoltante mas não consigo - só de voltar a ler o que escrevi lembro-me do que senti com o filme. Se havia retrato mais autêntico que podia fazer dele (para mim), é mesmo este!

18
Fev23

Séries | Wednesday

Vera

Uma série que andou pelas bocas do mundo e que me surpreendeu bastante.

 

Poster do filme Wednesday

 

Wednesday centra-se na filha da famosa família Addams - depois de um incidente na escola que frequentava, os pais colocam-na numa nova escola: a Nevermore Academy. É a escola onde os próprios pais estudaram quando novos e a última esperança deles para os comportamentos erráticos da filha. Acontece que Wednesday parece estar ligada a uma profecia relacionada com a escola, e quando começam a ocorrer alguns acontecimentos trágicos, ela está determinada a descobrir tudo o que está a acontecer e quem está por trás disso.

 

Não tinha grandes expectativas para esta série, esperava uma série bastante "normal" cujo hype se justificava apenas pela fama que precede a família Addams. Nunca estive tão feliz de estar enganada: acabei a gostar da série muito mais do que estava à espera.

 

Claro que, tratando-se de uma adolescente e de um ambiente escolar, a série acaba por ter um elemento mais juvenil, mas ainda assim é bastante interessante e conseguiu manter-me agarrada ao ecrã a temporada inteira.

 

A série conta com algumas personagens peculiares que são interpretadas pelos actores certos: não é apenas a Wednesday de Jenna Ortega que nos conquista, mas também a Enid de Emma Myers, a diretora Weems de Gwendoline Christie (esta mulher está a começar a conquistar o meu coração só por existir, depois de Brienne of Tarth em Game of Thrones e Lucifer em The Sandman) ou até mesmo Catherine Zeta-Jones no papel de Morticia Addams.

 

O enredo também está suficientemente bem construído para me deixar envolvida em todo o mistério do que está ou não a acontecer naquela escola e região, e foi uma das principais razões pelas quais gostei tanto da série. Sinceramente, não sabia nada sobre a história e portanto não esperava uma série de mistério. Mas acabei a gostar imenso do que vi.

 

Resta esperar pela segunda temporada. Recomendo bastante a série, entretém muito bem e consegue conquistar-nos com alguns elementos de destaque. Pode ser vista na Netflix.

 

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Quem aqui já viu? Adoraram tanto como eu?

05
Fev23

Filmes | Everything Everywhere All at Once

Vera

Um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.

 

poster do filme everything everywhere all at once

 

Neste filme, somos introduzidos a Evelyn Wang, uma imigrante chinesa sobrecarregada de problemas pessoais: é dona de uma lavandaria à beira do fracasso, encontra-se num casamento a desmoronar com um homem que percepciona como cobarde, e tenta navegar o seu relacionamento difícil com a filha e com um pai autoritário. Para além disso, Evelyn precisa de enfrentar uma figura governamental quando parece existir um problema com os impostos no que diz respeito à sua lavandaria. Mas o universo vai muito mais além dos problemas aparentemente mundanos de Evelyn Wang...

 

Poderia revelar-vos muito mais, mas eu acho que quanto menos se souber sobre este filme, melhor. Pelo menos eu não sabia do que realmente se tratava e fui apanhada de surpresa com o que o filme me foi dando.

 

O que é que vos posso dizer sobre este filme? Primeiro: o título faz-lhe inteiramente justiça. E começa logo no início a fazê-lo, quando somos confrontados com um cenário e uma cena tão caóticos e cheios de confusão que é impossível não nos sentirmos desconfortáveis. A sensação de estarmos à beira do abismo acompanha-nos durante a quase totalidade do filme.

 

Existiram momentos do filme que estranhei tanto, não sabia o que raio estava a acontecer, para onde é que o filme estava a tentar ir, e porque é que tinha elementos que pareciam não fazer sentido nenhum. Mas assim que tudo começou a ter um rumo, um propósito, a mostrar-nos para onde pretendia ir, não consegui largar mais o ecrã. E volto a dizer: este foi um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.

 

É difícil dizer-vos o que achei, porque o filme é todo ele, por si só, um novelo de tudo em todo o lado ao mesmo tempo. Tem tantas, tantas, tantas camadas diferentes. Podia facilmente tornar-se um filme incrivelmente confuso, um autêntico novelo de lã emaranhado, mas a verdade é que resultou incrivelmente bem. Sinto que passou tantas mensagens diferentes e fê-lo com uma clareza maravilhosa para um filme que pretendia transmitir tanta coisa ao mesmo tempo. Percebem? É que o título faz-lhe justiça em absolutamente tudo. Até nisto.

 

Se são como eu e não gostam de saber minimamente nada sobre as obras, passem este parágrafo à frente. Mas para vos dar uma ideia das mil e uma camadas que este filme tem, posso dizer-vos que trata de ansiedade, de depressão, de suicídio, de universos e vidas paralelas, de existencialismo, de superação, auto-identidade, optimismo... Tudo e mais alguma coisa.

 

Consegui aperceber-me de todos estes temas num filme de 2 horas e 20 minutos. Honestamente, vão para este filme sem medos. No mínimo, vai entreter-vos bastante, mesmo que possa não ser a vossa praia. No máximo, vão acabar a adorar e a achar que foi um dos melhores filmes que viram nos últimos tempos.

 

Merece todas as nomeações e mais algumas. E é daqueles que não me importava de apagar da memória só para voltar a ter a experiência de o ver pela primeira vez.

 

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Quem aqui já viu? O que acharam deste filme?

03
Fev23

Livros | We Were Liars, E. Lockhart

Vera

O primeiro livro de 2023. Estava muito expectante, mas acabou por ser uma experiência ambígua.

 

Livro we were liars de e. Lockhart

 

Cadence Sinclair é a neta mais velha da sua família: os Sinclair vivem rodeados de fortuna, de tal modo que passam todos os Verões numa ilha privada detida pelo avô de Cadence, detentor de toda a fortuna (e poder), onde cada núcleo familiar tem direito à sua própria casa. Os únicos membros exteriores à família nesta ilha são os empregados e Gat, o sobrinho do namorado de uma das tias de Cadence, que os acompanha todos os Verões. No Verão dos seus 15 anos, Cadence sofre um acidente que a deixa com amnésia. Após uma pausa no ano seguinte, Cadence regressa à ilha nos seus 17 anos, determinada a perceber e a recordar-se de tudo o que realmente aconteceu.

 

«They know that tragedy is not glamorous. They know it doesn't play out in life as it does on a stage or between the pages of a book. It is neither a punishment meted out nor a lesson conferred. Its horrors are not attributable to one single person. Tragedy is ugly and tangled, stupid and confusing.»

 

De um modo geral, eu gostei muito deste livro. Ao longo da história vamos percebendo alguns acontecimentos estranhos e vamos ficando curiosos com o que realmente ocorreu, especialmente porque ninguém parece querer partilhar a verdade com Cadence.

 

Ainda assim, alguns aspectos do livro deixaram-me um pouco de pé atrás. A maioria relacionados com a escrita: se ao início achava alguma piada e encanto na forma de escrever da autora, com um formato numa espécie de "prosa poética", a verdade é que ao fim de algum tempo começou a ficar cansativo e deixei de perceber o sentido ou propósito de o fazer. Podem ver um exemplo do tipo de escrita na primeira página do livro:

first page of the book we were liars

Também comecei a ficar um pouco cansada da forma como percebi que a autora se agarrou a alguns "chavões" que por vezes repetia vezes e vezes sem conta ao longo do livro para passar uma determinada mensagem. Começou a parecer-me, de facto, repetitivo.

 

Por último, acho que o problema aqui foi que eu tinha bastantes expectativas para este livro, parecia-me ser uma história tão interessante e, apesar de não ter desgostado da história, a verdade é que acabou por não corresponder às minhas expectativas e, talvez por isso, tenha acabado por ficar um pouco desapontada, apesar de tudo.

 

Posto isto, posso dizer no entanto que o plot twist no final surpreendeu-me bastante. De todas as teorias que tive, nenhuma passava pelo que acabou por realmente acontecer e conseguiu deixar-me de boca aberta no momento em que se descobriu a verdade.

 

Assim sendo, recomendo este livro porque é realmente uma boa história, apesar de na minha opinião não ser contada e escrita da melhor forma. Mas dá para ignorar esses aspectos e ainda assim proporcionar-nos uma boa leitura de entretenimento.

 

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Quem aqui já leu? Alguém que tenha gostado mais que eu?

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30 ∷ Do interior, mas com alma de lisboeta ∷ Digital Marketeer ∷ Overthinker a tempo inteiro ∷ Sempre a saltar de livros para séries e jogos nas horas vagas

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