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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

31
Mar21

LIVROS: A Irmandade do Anel, J. R. R. Tolkien

Vera

A primeira coisa que tenho a dizer, já, antes de qualquer outra: FI-NAL-MEN-TE! Finalmente acabei de ler este livro e eu já nem sei bem porque é que prevaleci. Estou arrependida. Bem, vamos lá começar isto.

 

Como já tinha referido, este ano decidi orientar novamente a minha leitura com base no desafio "Uma Dúzia de Livros". Hoje trago um livro que acabou por ser o mesmo para os temas de Fevereiro e Março: um livro fora da tua zona de conforto e um livro que ainda não acabaste, respectivamente - isto porque ainda não o tinha terminado no final de Fevereiro. E levei mais de dois meses para o terminar, o que francamente me estragou muita coisa na vida: o meu ritmo e hábito de leitura, a minha paciência por si só já quase inexistente, o conteúdo aqui no blog porque não consigo ler mais de um livro ao mesmo tempo e não pude trazer nada de novo nesse aspecto porque esta obra nunca. mais. acabava. Estou arrependida do momento em que pensei "já li metade do livro e estou farta, mas como "só" falta metade vou acabar". Quase levava 50 anos para terminar a segunda metade e sinceramente não valeu a pena em nada.

 

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A primeira parte da aventura épica de O SENHOR DOS ANÉIS. Numa aldeia adormecida do Shire, um jovem hobbit é incumbido de uma gigantesca tarefa. Terá de fazer uma viagem recheada de perigos ao longo da Terra Média, até às Fendas da Condenação, para aí destruir o Anel de Poder Soberano, o único gesto capaz de impedir que o domínio maligno do Senhor das Trevas prevaleça. Assim começa a narrativa clássica de J.R.R Tolkien, que continua em As Duas Torres e em O Regresso do Rei. Fonte: Wook

 

Pronto, é assim... Não me matem. Tenho muito respeito pelo Tolkien, pelo seu trabalho, pelo impacto que teve na literatura e a forma como transformou o género de fantasia. Mas não gostei NADA de ler isto.

 

Primeiro, sobre o desafio e o motivo de o escolher. Este livro acabou por se revelar fora da minha zona de conforto por muitas mais razões do que a única que figurava no início, que era o facto de ser um livro de fantasia, algo que não aprecio assim tanto. Passou a ser fora da minha zona de conforto por ter quase 500 páginas, sendo que faço parte daquele grupo de pessoas que têm receio de ler livros demasiado longos por medo de se tornarem aborrecidos e/ou extensivos e/ou exaustivos demais (o que aconteceu aqui, ahahah - isto são risos desesperantes de quem foi levada à loucura por este livro interminável, desculpem). E depois passou a ser fora da minha zona de conforto também pelo facto de Tolkien ter uma escrita bastante descritiva, algo que para mim se torna exaustivo; e neste quesito lembrou-me dois grandes autores portugueses: Eça de Queiroz por este mesmo motivo, e José Saramago porque sinto que uma página de Tolkien são, na verdade, trinta.

 

Eu não sei o que vos dizer mais do que o espanto que sinto com as 1001 maneiras que Tolkien consegue arranjar de descrever árvores, trilhos, florestas... Sinto que a grande maioria das páginas foi a descrever florestas e montes, sobretudo na primeira parte do livro; em termos de história, pouco aconteceu. E já sabem o que é que eu sinto com livros que colocam a história em segundo plano. Mas é que, efectivamente, nem a descrição fez valer a pena a história porque os cenários, no geral, são todos muito parecidos uns com os outros e senti que estava sempre a ler a mesma coisa (montes que sobem e descem e sobem outra vez; curvas, muitas curvas que não deixam ver o que vem de trás; e basicamente é isto...). Na segunda parte melhorou um pouco, mas sinceramente já eu tinha perdido toda a vontade de ler por essa altura.

 

Achei o livro extremamente aborrecido. Volto a dizer que tenho muito respeito pelo autor e pelas suas obras e tudo o que fez, mas este livro e a escrita dele não são mesmo para mim. Foi a segunda vez que tentei lê-lo, e resolvi de facto terminá-lo desta vez, mas posso dizer que até já o pus para venda. Como disse, até estou arrependida de me ter forçado a terminá-lo porque, sendo sincera, já nem o posso ver à frente. Retirou-me todo o prazer de leitura e nos últimos tempos era já só uma obrigação.

 

Outra coisa que tenho a apontar, específica a esta edição que, segundo sei, já nem se encontra à venda, é que na primeira metade do livro a tradução tem imensos erros ortográficos, o que me estragou um pouco a leitura. Como se isso não bastasse, o que me ficou mais marcado neste livro foi ler as palavras "tipo fixe" numa história destas e deste escritor - achei a tradução mais desadequada de sempre a esta obra.

 

Peço desculpa por um post tão negativo, efectivamente não sei se consigo retirar algo positivo desta experiência de leitura. Já sabem que recomendo sempre que consumam as obras e formem as vossas opiniões, sobretudo porque acho que há mais pessoas que, ao contrário de mim, até gostam de ler este tipo de obras mais descritivas e/ou fantasiosas. Se forem como eu, se calhar mantenham-se longe e peguem noutra coisa...  Para terminar, deixo aqui excertos de uma review que vi no Goodreads e com que me identifiquei bastante. É basicamente isto.

 

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Agora vamos lá ver se recupero o meu ritmo normal de leitura... O que acham deste livro?

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