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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

19
Abr21

LIVROS: The Midnight Library, Matt Haig

Vera

Felizmente, depois do flop que foi a leitura d'A Irmandade do Anel, não tive quaisquer dificuldades em recuperar o meu ritmo de leitura habitual e portanto hoje venho falar-vos deste livro. Aparentemente, ele anda pelas bocas do mundo e ganhou um prémio de melhor livro de ficção de 2020 do Goodreads, mas eu só o conheci pelo blog da Rita da Nova e identifiquei-me de imediato com ele.

 

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Between life and death there is a library, and within that library, the shelves go on forever. Every book provides a chance to try another life you could have lived. To see how things would be if you had made other choices... Would you have done anything different, if you had the chance to undo your regrets?

 

Nora Seed sofre de depressão e, depois de vários momentos que a colocam (ainda mais) no fundo do poço, decide morrer. Ao fazê-lo, entra na Midnight Library, um lugar que se encontra entre a vida e a morte, onde pode, através de uma infinidade de livros, experienciar vidas paralelas e ver como a sua vida poderia ter sido se tivesse feito escolhas diferentes - algumas mais significativas, outras menos. Foi nesta parte que me identifiquei de imediato com a premissa do livro e soube que tinha de o ler - porque também eu sinto que acarreto uma infinidade de arrependimentos dentro de mim, e também eu vivo assombrada pelos "e se?" da minha vida que nunca aconteceram. Muitas vezes, não tem de ser sequer por uma perspectiva de sofrimento, mas apenas de curiosidade pela forma como a minha vida seria se tivesse feito X, se não tivesse feito Y. E soube que este livro tinha sido escrito para mim.

 

Não correspondeu totalmente às minhas expectativas mas, ainda assim, gostei bastante do livro e foi uma leitura agradável. Apesar de ter gostado muito e de não o achar mau - de todo -, deixou-me com uma sensação que não consigo explicar de que algo está a faltar, e portanto não me convenceu por completo.

 

Apesar de em momento algum me ter sentido cansada ou impaciente, olhando agora para o livro como um todo, consigo perceber que talvez se tenha tornado um pouco repetitivo na quantidade de vidas que vimos Nora viver. E talvez por isso tenha sabido a pouco. O final é um pouco previsível - não digo que estivesse absolutamente certa de que era aquilo que ia acontecer, mas foi algo que me passou pela cabeça várias vezes e que, a partir de certo ponto, pareceu ser o final mais provável.

 

Mas proporciona uma experiência de leitura agradável, com uma premissa e história interessantes que, a meu ver, culminam na mensagem de que, não querendo ser cliché mas já sendo, a vida é para ser vivida. Que os maus momentos fazem parte, que as pequenas coisas têm mais valor do que temos tendência a dar, e que temos sempre muito a aprender com tudo aquilo que ela nos dá, bom ou mau. Que muitas vezes o problema não está nas coisas que acontecem mas na forma como as encaramos. Que somos capazes de muito mais do que imaginamos. É um livro onde a personagem, à beira da morte, vive uma enorme quantidade de vidas e, ao vivê-las, aprende a viver. E a verdade é mesmo essa: só se aprende a viver.

 

Trata de temas muito importantes, como não poderia deixar de ser quando envolve áreas como o suicídio e a depressão. Acho que é uma boa leitura, a não ser que esses temas vos sejam sensíveis, e vale bastante a pena.

 

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Curiosidade de ler este livro ou já faz parte dos vossos terminados? O que acham desta história? Foi o primeiro livro que li do autor e estou curiosa por mais!

 

*****

Este ano decidi seguir novamente o desafio de leitura "Uma Dúzia de Livros" da Rita da Nova, sem participar no clube de leitura (sou uma envergonhadinha, desculpem ). Este livro segue o tema do mês de Abril: um livro sobre livros.

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