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mil e quinze

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06
Fev22

SÉRIES: And Just Like That...

Vera

Sou fã de Sex and the City; pelo menos da série, dos filmes não tanto. De vez em quando gosto de rever a série, em jeito de conforto daquilo que já conheço, das histórias que já me são familiares, das personagens que conheço cada vez melhor a cada vez que volto a ver a série. Portanto, sabia que ia querer ver o revival desta: And Just Like That..., uma série com as mesmas personagens (exceptuando a Samantha), cerca de 20 anos depois.

 

 

Revival do fenômeno "Sex and the City", And Just Like That… é baseada no romance "Ainda Há Sexo na Cidade?", de Candace Bushnell (também autora do livro que inspirou a série original da HBO). Voltam para a trama a colunista Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), a advogada Miranda Hobbs (Cynthia Nixon) e a marchand Charlotte York (Kristin Davis). Agora, as três mulheres enfrentam questões típicas da meia-idade: a perda da juventude, a pressão estética de envelhecer, casamentos que se transformam em divórcios, filhos crescendo e novas aspirações profissionais. Amor, sexo e amizade se misturam mais uma vez na vida de Carrie, Miranda e Charlotte, tendo como pano de fundo clássico a cidade Nova York. Fonte: AdoroCinema

 

Agora que terminou e que posso olhar para trás e ver a série como um todo, confesso que de um modo geral acabo por achar que foi um pouco estranha. A série fez questão de demarcar uma posição completamente diferente da sua precedente, de se afirmar enquanto série de 2021/22, com tudo o que isso e os nossos tempos actuais implicam. Fez questão de mostrar que quer ultrapassar alguns pensamentos problemáticos, fez questão de mostrar as personagens a adaptarem-se a determinados assuntos, termos, problemáticas dos dias de hoje - que não existiam na altura de Sex and the City. E esta afirmação por parte da série chegou a ser um tanto ou quanto constrangedora - e não consigo decidir comigo mesma se isso foi intencional ou não. Chegou a parecer um pouco forçado o esforço que fizeram ao tentar incluir tantas problemáticas dos dias de hoje - a minha reacção inicial foi pensar no porquê de não fazerem isso de modo mais natural, e depois pensei se não foi efectivamente propositado, tendo em conta que a série gira em volta de mulheres nos seus 50s, também elas a tentarem ajustar-se às ideias do mundo actual, completamente diferente daquele que conheciam há 20 anos. Em todo o caso, essa estranheza foi mais sentida por mim no início, já que senti a história e os assuntos a fluírem de modo mais natural com o passar da temporada.

 

Parece contraditório dizer-vos agora que uma das coisas que mais gostei na série foi o modo como introduziram algumas dessas problemáticas na vida de uma das personagens especialmente: a Charlotte. Quem viu Sex and the City conhece esta personagem como ninguém, e achei que a evolução e crescimento pessoal dela neste revival foi absolutamente incrível! Provavelmente uma das poucas em que nunca senti ser tão forçado esse ajuste aos tempos actuais. Os conflitos internos e dúvidas que teve enquanto mãe são legítimos, e ao mesmo tempo sempre tentou fazer aquilo que achava ser melhor nesse papel que desempenha. Foi uma Charlotte simultaneamente tão diferente da de Sex and the City na sua flexibilidade e abertura, e tão igual na sua genuína dedicação e preocupação. Os enredos em volta dela foram, de um modo geral, muito bem construídos e pertinentes.

 

Pode parecer estranho mas não consigo não vos falar da série assim, por personagens. Dito isto, acabei por achar o enredo da Miranda um pouco estranho, e não sei precisar o porquê. Penso que a execução falhou ali um pouco em certos elementos, pelo que senti muitas vezes que queria compreender a personagem mas não conseguia - pelo menos, não totalmente.

 

Por fim, aquilo que aconteceu logo de início na vida de Carrie foi também o que fez a temporada desenrolar, já que ela é a verdadeira protagonista da série. Também achei que o crescimento pessoal dela, sobretudo aquele ligado "ao acontecimento", foi muito bem construído e trouxe temas pertinentes e um elemento que sinto que até estava a faltar na história destas mulheres. Além disso, também nos mostrou uma nova Carrie, também ela adaptada aos novos tempos - deixando de escrever crónicas (porque já ninguém está para ler, infelizmente) e passando a um novo formato, com uma maior confiança da parte dela.

 

Para resumir, a série teve os seus elementos estranhos e constrangedores, mas de um modo geral gostei bastante do que vi. Não se faz ideia se vai haver uma segunda temporada ou não, mas o final foi bem rematado o suficiente para não precisarmos de mais. Conseguiu fechar todas as histórias de forma clara, sem demasiada margem para dúvidas, o que ajuda a não sentir uma enorme frustração se a série se ficar mesmo por aqui. Para quem gosta de Sex and the City, esta é uma série para ver!

 

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