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mil e quinze

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

15
Nov22

SÉRIES: House of the Dragon

Vera

Provavelmente a série mais esperada dos últimos tempos, sobretudo pelos fãs de Game of Thrones.

 

 

Baseada no livro Sangue e Fogo de George R. R. Martin, House of the Dragon ocorre 200 anos antes de Game of Thrones e mostra-nos o conflito na família Targaryen ao redor de quem é o verdadeiro descendente do trono: Rhaenyra, nomeada como descendente pelo próprio pai num mundo que não deseja ver uma mulher a reinar; ou Aegon II que, mesmo nascendo após Rhaenyra ser nomeada descendente e do segundo casamento do rei, é visto como futuro rei por todos simplesmente por ser o primeiro filho homem. É assim que, aos poucos, vamos vendo uma guerra intrafamiliar crescer.

 

Apesar de não ter ficado 100% convencida após o primeiro episódio - sobretudo porque ainda estava a sofrer dos efeitos daquela terrível última temporada de Game of Thrones -, a verdade é que esta série não demorou muito para me conquistar. E percebi que, ao meu redor, estava a renascer um pouco daquele entusiasmo que se vivia há uns anos cada vez que pensávamos que tínhamos mais um episódio para ver.

 

A verdade é que a HBO sempre se esmerou nas suas produções e, no que toca a este universo, não podia ser diferente. A história é completamente diferente da de Game of Thrones, como seria de esperar - sinto até que teve um ritmo mais lento e levou o seu tempo a ser contada. Isto não é necessariamente mau. Aliás, sinto que não tenho nada de negativo a apontar sobre esta série.

 

Para quem já viu Game of Thrones, esta é uma série fácil de recomendar - para quem nunca viu, aproveitem a deixa para verem as duas de seguida. E finjam que a última temporada de Game of Thrones não existiu.

 

Esta review vai ser assim mesmo: fraquinha, pois sinto que não tenho muito a apontar. A qualidade de excelência a que fomos habituados está lá. É uma série que vale bastante a pena e só lamento que tenhamos de esperar imenso tempo pela segunda temporada.

 

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Quem aqui já viu, e o que acharam?

11
Nov22

SÉRIES: One of Us is Lying

Vera

Mais de um ano depois de ter lido o livro, decidi ver a adaptação que fizeram da história para série.

 

One of Us is Lying Série

 

Cinco estudantes de Bayvew High são colocados de castigo na sala de detenção após as aulas. Estes estudantes não têm absolutamente nada a ver uns com os outros e os próprios motivos que os levaram ali são um pouco estranhos. A certa altura, alguns acontecimentos distraem vários dos envolvidos e é nesse mesmo momento que Simon, um dos estudantes, morre. A partir daí, vemos o desenrolar de uma investigação de homicídio e a tentativa desesperada por parte dos quatro restantes para provarem a sua inocência. Mas, afinal, quem matou Simon?

 

Temos aqui mais um típico caso de "o livro é melhor que a série", mas neste caso a diferença é realmente abismal. A série é boa numa coisa só: para entreter. É uma adaptação bem solta e tomou liberdade em alterar uns quantos elementos do livro que, a meu ver, não resultaram muito bem.

 

Os actores não são nada de mais, o desenvolvimento de personagens ficou um bocadinho aquém, o enredo e o desfecho deste também não correspondeu às expectativas. Ainda não li os restantes livros da série mas tenho 99% de certezas que a nova narrativa que criaram para dar lugar à segunda temporada já nem sequer tem nada a ver com os livros e, neste ponto, já estão só a inventar.

 

Sinceramente, não recomendo. Não achei a série nada de mais. Ainda estou a decidir se continuo para a segunda temporada, mas provavelmente não. Não tem nada de mais por onde se lhe pegue. E se querem ver pela adaptação do livro também não vale a pena, visto que acabam por mudar algumas coisas. A história está lá. Mas ao mesmo tempo não está.

 

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Quem aqui já viu? O que acharam?

30
Out22

SÉRIES: Yellowjackets

Vera

Yellowjackets

 

Yellowjackets mostra-nos a jornada de sobrevivência de uma equipa de futebol feminino do secundário após o avião em que seguiam se despenhar numa zona totalmente deserta. Mostra-nos também a vida das pessoas que conseguiram sobreviver, 25 anos depois, e como tentam ter uma vida adulta normal que foi inevitavelmente afectada pelos traumas do passado.

 

Semanas depois de ter terminado a primeira temporada ainda não sei bem o que dizer ou achar desta série. Se vou continuar a ver? Vou. Se gostei? Sim. Se não estou 100% convencida ainda? Também.

 

De um modo geral, eu realmente gostei da série - acho que está bastante bem feita em todos os aspectos e mais alguns e cumpriu bem o propósito de me fazer devorar os episódios para saber urgentemente o que tinha acontecido. Mas tenho de confessar que, não sabendo eu mais nada do que o resumo que vos dei acima, não me agradou totalmente o rumo que decidiram para a história. E como esse elemento ainda não foi muito desenvolvido, não consigo decidir se foi uma boa escolha ou não até ver onde o vão levar.

 

Na verdade, esse é outro aspecto que considero ser menos bom - achei que em certos momentos o ritmo da história foi um pouco lento. Isto não é necessariamente mau, não acho que a série seja pior por isso, mas pessoalmente sinto que uma temporada inteira revelou pouco e, por isso, soube-me a pouco. Não me interpretem mal, também não é como se preferisse uma história incrivelmente apressada - mas efectivamente parece-me que podia existir um meio-termo. De facto, algum tempo após ter terminado de ver Yellowjackets, a sensação que me ficou foi essa: soube-me a pouco. Queria ter visto mais. Queria ter sabido um pouco mais.

 

Por fim, o último ponto negativo a referir é o facto de talvez não nos dar a conhecer muito de cada personagem. Os episódios alternam incessantemente entre o passado e o presente, não havendo um foco particular numa personagem específica ou até mesmo não dando algum tempo de antena a cada linha temporal para se aprofundar mais em cada uma das pessoas que ali vemos. Mais uma vez, a série não é pior por isso, é claramente uma escolha por parte dos produtores mas sinto que poderia beneficiar desse elemento.

 

Apesar disto, e agora que já retirei as críticas negativas do sistema, foi uma série que gostei bastante de ver. A produção está incrível e o casting também. Tem alguns elementos bizarros e sinto que tudo na primeira temporada está a ser feito para nos levar a algo em grande. Só tenho pena de continuar sem saber praticamente nada do que vem aí, mesmo depois do que nos foi revelado.

 

Outro ponto a destacar é o facto de nos mostrar o presente das personagens, décadas e décadas após o acidente. Mostra muito bem o impacto que essa experiência tem na vida destas pessoas ainda hoje e como, no final de contas, mal conseguem levar uma vida pacata e normal quando ainda são assombradas por fantasmas do passado.

 

Em suma, recomendo a série, acho que proporciona uma boa experiência de mistério apesar de algumas falhas. Consegue deixar-nos intrigados e curiosos por mais. A segunda temporada já foi confirmada, apesar de ainda não ter data de lançamento. Em Portugal, a série pode ser vista na HBO Max.

 

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Quem aqui já viu? O que acham?

16
Set22

SÉRIES: Chernobyl

Vera

Mais uma série (ou neste caso mini-série) a que cheguei atrasada mas, em minha defesa, sempre senti que era um pouco pesada demais para ver e fui adiando. Agora que a terminei, bom, estava absolutamente certa.

 

Chernobyl

 

Chernobyl é uma mini-série baseada nos testemunhos do livro Voices from Chernobyl, da autora Svetlana Alexievich, relatados por sobreviventes do desastre nuclear. Assim, mostra-nos o que aconteceu durante a explosão nuclear e também após o acontecimento - as suas consequências e a forma como as entidades competentes tentaram lidar com a situação.

 

A HBO nunca deixa de me surpreender com produções incríveis. Já espero o melhor deles e conseguem sempre superar as minhas expectativas ainda assim. Todos conhecemos o desastre nuclear que ocorreu em Chernobyl, logo esta mini-série não poderia ser nada menos do que extremamente impactante. E estupidamente pesada.

 

É revoltante ver a forma tão irresponsável como o assunto foi tratado por quem de direito, é revoltante ver como havia uma maior preocupação em encobrir tudo do que em "resolver" o assunto - entre aspas porque entretanto já tudo de pior tinha acontecido. Tanta coisa podia ter sido evitada - incluindo, na verdade, o próprio desastre.

 

A série é muito, muito pesada. Aquilo que mais me vai ficar na memória será a maquilhagem que fizeram aos actores que representaram as vítimas que mais sofreram com o ataque - está de um realismo absolutamente incrível, de dar completas voltas ao estômago e fazer o corpo contorcer-se num misto de repulsa pelo grafismo do que nos é mostrado e de dor por reconhecermos que alguém passou efectivamente por tudo aquilo.

 

Outro aspecto de ressaltar na série foi a tentativa que houve (e bem conseguida) de explicar o que ocorreu, cientificamente falando, sem parecer muito forçado. Efectivamente não somos todos especialistas em energia nuclear, ou sequer em física, e nota-se que houve um esforço para realmente informar os espectadores verdadeiramente sobre tudo o que aconteceu, de forma mais técnica e aprofundada.

 

Para resumir: andei este tempo todo a evitar a série por achar que ia ser demasiado pesada - estava absolutamente correcta e não é uma série para toda a gente ou para qualquer momento. Não é mesmo. Acho que a palavra-chave aqui é mesmo "impactante". De todas as formas e mais algumas. Fica connosco e não nos abandona tão cedo. Mas também é uma série extraordinariamente bem feita e produzida que vale a pena todos os segundos passados a vê-la. E, para o bem e para o mal, acrescenta valor por nos informar de uma das maiores tragédias da humanidade nos últimos tempos.

 

De resto, só posso dizer que não ajudou muito ver isto pouco antes de começarem as notícias sobre o risco nuclear em Zaporíjia, na Ucrânia. E fiquei muito interessada em ler o Voices from Chernobyl.

 

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Com certeza, mais uma vez, sou o "ovo podre" aqui e já todos viram esta mini-série. Desse lado de quem já viu isto há bem mais tempo só gostava de saber: as imagens dos pobres coitados que foram parar ao hospital em carne viva continuam na memória até hoje? É que eu acho que já não vou esquecer nunca mais.

08
Set22

SÉRIES: Big Little Lies

Vera

Sei que chego atrasada à festa mas isso não me impede de apreciar uma das séries mais faladas do seu tempo. Certo?

 

Big Little Lies

 

Big Little Lies é uma série baseada no livro homónimo de Liane Moriarty e centra-se em três mulheres que vivem na cidade de Monterey e se aproximam depois de os seus filhos se envolverem de alguma forma num caso de bullying e agressão na escola que frequentam. A partir daí, vários acontecimentos se desenrolam e vamos descobrindo cada vez mais os segredos escondidos por trás de cada família.

 

Uma coisa que gostei muito nesta série foi o facto de não revelar absolutamente nada até ao final (neste caso, da primeira temporada). Séries deste género costumam dar-nos uma resposta mínima que gera todas as nossas perguntas até ao final da temporada, mas Big Little Lies não deu resposta absolutamente nenhuma, só deixou perguntas atrás de perguntas, até poder responder a tudo no final. E sou sincera, o final da primeira temporada foi extremamente previsível e o mais óbvio, mas nem consigo ficar chateada quando a execução que levou a isso foi simplesmente incrível.

 

Como não acompanhei esta série no tempo que saiu, não tenho a certeza, mas sinto que foi uma daquelas séries que foi feita para ter uma temporada apenas, e que se alongou apenas devido ao reconhecimento que teve. E apesar de não ver grande propósito na segunda temporada, e de achar que foi desnecessária, ainda assim foi uma temporada bem feita que deu igual gosto ver.

 

Uma série extremamente bem feita com um elenco de luxo: Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Laura Dern, Alexander Skarsgard; as produções da HBO nunca deixam de surpreender pela positiva. Pode tornar-se um pouco pesada por tratar de alguns temas mais violentos - não apenas o bullying na escola, mas também relações abusivas e violência doméstica. Mas, à parte disso, recomendo e bastante. Vale muito a pena.

 

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Aposto que já toda a gente aqui viu e eu fui o "ovo podre", não foi? Digam-me de vossa justiça!

23
Ago22

SÉRIES: The Sandman

Vera

The Sandman é uma adaptação cinematográfica de uma banda desenhada com o mesmo nome, escrita por Neil Gaiman. Conheço pouco do autor, confesso: só li Coraline e, apesar de ter gostado, não me ficou particularmente na memória; em termos de adaptações de histórias suas, desisti de American Gods e vi Good Omens (mas também não adorei). Ao contrário das experiências passadas, acabei a gostar bastante desta série. Não tenho particular curiosidade de ler a banda desenhada mas estou ansiosa pela segunda temporada.

 

The Sandman

 

Morpheus, também conhecido como Sandman ou Dream, acaba capturado por engano durante centenas de anos, fazendo com que o seu reino - o dos Sonhos - deteriore e acabe praticamente destruído. Finalmente livre, Morpheus vê-se sem os objectos que lhe dão poder, tentando de tudo para os recuperar e poder reconstruir o seu reino. Mas o século de reclusão mudou-o, e Morpheus torna-se mais envolvido com os humanos e a Terra do que alguma vez pensou.

 

A temporada teve vários arcos narrativos e esse é, desde logo, um dos pontos mais positivos a destacar: porque foram capazes de contar diversas pequenas histórias sem parecer demasiado corrido e apressado, e sem recorrer a elementos preguiçosos na narrativa. Gostei tanto deste aspecto na temporada que sinto que não via algo tão bem contado, do ponto de vista rítmico e narrativo, há anos. Foi uma temporada com mais do que um foco central e sinto que cada arco teve o tempo certo para ser contado. Por norma só vemos uma temporada com um foco principal e, quando há mais do que um, desenrolam-se de forma apressada. O facto de terem conseguido contar mais do que apenas uma história, numa temporada inteira, sem nunca parecer que a querem contar à pressa, para mim foi o melhor aspecto da série.

 

Acho que também ajuda que a maior parte das personagens tenham um carisma muito próprio que nos agarra logo desde início. É muito fácil percebermos o que as personagens são individualmente sem precisarmos de ver muito tempo de antena delas, o que é extremamente bem feito, se pensarmos bem. Em poucos minutos, com base na aparência, no tom de voz e entoação, nos maneirismos e expressões faciais, naquilo que dizem - conseguimos perceber o que faz aquelas personagens serem quem são. É algo que também não sinto muito em séries, no geral. Por isso, a sua caracterização e apresentação, no geral, estão extremamente bem feitas.

 

Por ter vários arcos narrativos, sinto que poderá haver uma história para todos os gostos. Já vi pessoas que gostaram mais da primeira parte do que da segunda, já eu acho que preferi a segunda à primeira. Entretanto, saiu há pouco tempo um episódio bónus com duas short stories inseridas neste mesmo universo do Sandman - uma delas em animação e repleta de gatos, se isto chegar para convencer. Parece um episódio mais à parte mas há quem diga que contém informações relevantes para temporadas futuras. Resta-nos esperar.

 

Em suma, esta série vale bastante a pena e sem dúvida que recomendo. Estou bastante curiosa pela segunda temporada.

 

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Quem daqui já viu? O que acharam?

02
Ago22

SÉRIES: Resident Evil

Vera

Antes de mais nada, pequeno disclaimer: não estou muito por dentro dos jogos Resident Evil. Já vi algumas pessoas jogarem alguns jogos, mas é só isso. E pelo que tenho visto, ainda bem, porque têm sido os fãs dos jogos a não gostarem tanto da série.

 

 

Nesta série, vemos duas linhas do tempo: a do presente (que não é o nosso presente), onde mais de 15 anos se passaram após um apocalipse zombie que acabou com a maior parte da vida humana. Nesta cronologia, vemos Jade a estudar esta "nova espécie", tentando arranjar uma forma de poder salvar o mundo. A outra linha do tempo corresponde ao passado de Jade quando era adolescente, num pré-apocalipse que se desenrola em vários acontecimentos trágicos que percebemos serem o gatilho para o começo do fim do mundo. No meio de tudo isto, temos a forte presença da Umbrella Corporation, a organização multimilionária que esconde muitos segredos enquanto tenta desenvolver Joy: uma medicação que cura por completo a depressão.

 

Esta série está a ser fortemente criticada pela fanbase de Resident Evil. Como já referi, não estou dentro desse mundo e por isso não sei o quanto está relacionada com os jogos ou não. Pelas reacções vou presumir que não está muito. No entanto, eu adorei esta série. Acho que ela não é assim tão má como série isolada e acho que podiam tentar olhar um pouco para ela dessa forma.

 

Se tem alguns elementos narrativos um pouco preguiçosos? Talvez. A protagonista está repetidamente a ser apanhada nas mesmas situações e repetidamente a safar-se delas com soluções à base do milagre. E quem a rodeia está repetidamente a não safar-se delas de todo. Consigo fechar um pouco os olhos a isso e apreciar tudo o resto.

 

Para já, acho que é uma série incrivelmente cheia de surpresas. O pilot surpreendeu-me umas três vezes com coisas novas a serem reveladas e isso nunca desapareceu muito ao longo da temporada inteira. Gostei da diversidade de "elementos maus" que a série me pôs no caminho - não foram apenas os "zeros" (zombies) nem apenas a Umbrella Corporation. Foram tantas outras coisas que não esperava que existissem neste mundo pós-apocalíptico. Provavelmente devo isto mais aos jogos e ao mundo em si do que à série, mas gostei muito.

 

Também gostei do facto de esta série se passar já muito, muito depois do apocalipse ter ocorrido, e de mostrar a vida na Terra mais de uma década depois de esta ser praticamente dizimada. A linha de tempo do passado também se torna extremamente interessante para nos mostrar como tudo levou a que aquilo acontecesse. Gosto que tenham ido para lá dos típicos zombies que todos conhecemos - não só no que diz respeito a outras criaturas, como no que toca à evolução do vírus que os fez assim.

 

E claro, como não podia deixar de ser, esta série tem aquele elemento muito básico que gosto: a típica empresa que tem muita mão na destruição do mundo depois do estudo de alguma substância correr mal, liderada por uma pessoa fria e rigorosa que é capaz de tudo para alcançar o sucesso. Embora, mais uma vez, isto seja algo que possa agradecer aos jogos e não à série, já que a Umbrella Corporation é um elemento conhecido deste universo.

 

Já tinha alguns dos jogos na minha wishlist e a série, na verdade, fez-me ficar com mais vontade ainda de os jogar e conhecer. Mesmo que o que vá encontrar possa ser muito diferente do que vi aqui. Gostei muito desta série e espero muito que haja uma segunda temporada. Infelizmente, com reacções tão negativas por parte dos fãs, e com as notas tão baixas que tem recebido, não sei se isso vai acontecer. Resta esperar que sim. Netflix: por mim, tens o meu aval.

 

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Já viram esta série? O que acharam?

17
Jul22

SÉRIES: Ms. Marvel

Vera

 

Ms. Marvel introduz-nos a Kamala Khan, uma jovem adolescente de origem paquistanesa que sente que não encaixa em casa e na escola. A sua vida sofre uma grande transformação quando Kamala adquire poderes e se torna numa super heroína, tendo de gerir a sua vida na escola e em casa com os seus novos poderes.

 

Queria muito ter gostado desta série, que tinha tudo para dar certo, mas não foi isso que aconteceu. Acho que esta é das séries mais importantes da Marvel em termos culturais, mostrando-nos a vida de uma adolescente no seio de uma família muçulmana que vive nos Estados Unidos. Não me cabe a mim dizer se a representação que fazem desta cultura e religião está 100% precisa e exacta, mas pareceu-me ser uma representação correcta - sobretudo no que toca à família.

 

Mas em tudo o resto eu sinto que a série falhou tanto. Fiquei agradada com o primeiro episódio, com algumas decisões relativas à edição (que foram desaparecendo ao longo dos episódios) e parecia uma série promissora. Mas foi das poucas obras da Marvel que me custaram mesmo a acompanhar, começando a sentir cada vez menos vontade de ver os episódios.

 

Para começar, tenho uma opinião que acho que não é muito popular pelo que tenho visto, mas é a que tenho: a actriz principal não é nada carismática. Não me conquistou, achei-a tão "pãozinho sem sal" que comecei a achar a personagem simplesmente aborrecida. Depois, a série é demasiado juvenil para o meu gosto; não há nada de errado com isto e até faz bastante sentido sê-lo - mas efectivamente não é para mim. Ainda por cima porque acho que pegaram em todos os clichés e mais alguns deste tipo de histórias: as populares da escola a gozarem com as menos populares, o grupo de amigos outsiders, os rapazes bonitos e as paixonetas... Desculpem, mas tenho quase 29 anos, não tenho 15. Definitivamente não faço parte do público-alvo para esta série.

 

Em termos técnicos, tenho pena que alguns elementos mais criativos dos primeiros episódios tenham simplesmente desaparecido nos restantes - dá mesmo ideia que os usaram só para parecer bonito ao início e que depois ignoraram por completo a criatividade. O enredo foi construído de forma um pouco preguiçosa, com certas escolhas narrativas que não tiveram qualquer explicação na série inteira - simplesmente atiraram para a história um momento ou outro à espera que pegasse, sem qualquer fundamento para isso.

 

Uma outra coisa que foi de extrema importância nesta série foi terem mostrado a partição da Índia, bem como os seus efeitos na vida e família de Kamala ainda hoje. Tenho opiniões ambíguas em relação a estes momentos da série, porque acho que tiveram um ritmo super lento mas também foi das partes que mais gostei na série. Acho mesmo que esta série tinha imenso potencial no que diz respeito a estes elementos históricos e culturais, mas infelizmente também acho que esse potencial não foi bem aproveitado.

 

Em suma, com muita pena minha, esta série não me agradou muito. Recomendo ver pelos elementos histórico-culturais - de resto não acho que valha assim tanto a pena... A não ser que quem me esteja a ler desse lado seja adolescente. Talvez seja uma série mais adequada a essa faixa etária.

 

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Quem já viu, o que achou?

07
Mai22

SÉRIES: Moon Knight

Um herói assente na mitologia egípcia

Vera

Moon Knight introduz Steven Grant, um pacato homem que trabalha na loja de recordações de um museu da história egípcia. Steven poderia ser um homem comum se não fosse o facto de ter vários blackouts no dia-a-dia que prejudicam a sua vida e dos quais não tem qualquer memória, fazendo com que muitas vezes passe do ponto A ao ponto C sem saber como foi ali parar.

 

 

Claro que estamos a falar de uma série da Marvel e por isso sabemos que Steven não é um homem comum, já que Moon Knight é mais um dos nossos queridos super-heróis. E posso dizer que adorei esta série e que a coloco junto a WandaVision na lista "séries da Marvel mais não-Marvel de sempre", isto é, que nos entregam algo completamente diferente daquilo a que estamos habituados - tanto no MCU, como em séries no geral.

 

Para começar, tanto a história como o super-herói andam muito à volta da mitologia egípcia. Eu tenho um bichinho dentro de mim com este tema, que andava adormecido, mas que prontamente despertou assim que comecei esta série. Adoro, adoro, adoro toda esta coisa dos Deuses egípcios, dos costumes egípcios, de elementos que tão bem conhecemos como sarcófagos, esfinges, pirâmides. Como é que não podia adorar uma série que assenta fundamentalmente em tudo isto?

 

Mas como não é só o tema que faz a série, tudo o resto foi perfeito. Tem um elenco incrível, com a prestação do grande Ethan Hawke no papel de vilão, mas também com uma revelação tremenda de Oscar Isaac no papel principal. Conhecia pouco deste actor - acho que só vi o Inside Llewyn Davis - mas depois disto merecia todos os prémios de melhor actor e mais alguns. Foi absolutamente incrível.

 

O enredo também está muito bem construído, conseguindo ser tão multifacetado sem estragar a história - eu experienciei drama, aventura, terror, comédia, mistério e suspense em tão poucos episódios, aliás, um episódio em concreto entregou-me quase tudo isto em coisa de 40-50 minutos! Conseguiu surpreender, tanto ao entregar bons plot twists como de um modo geral, já que foi por um rumo inesperado. E mais uma vez, isto tudo sem estragar nada da história.

 

A série acaba também por tocar um pouco no tema da saúde mental, o que era precisamente a cereja no topo do bolo que faltava para concluir que esta série foi feita para mim. A história do protagonista, quando revelada, é de partir o coração - mas está também bastante verossímil e realista de um ponto de vista psicológico, o que me agradou muito.

 

O único ponto negativo é o episódio final, que por algum motivo foi mais curto que todos os que o precederam e acabou por atar a história de uma forma muito corrida e apressada. Não entendi muito bem essa opção por parte dos produtores. Acredito que até 10 minutos a mais teriam feito alguma diferença.

 

Em todo o caso, vão sem medo, que esta é uma das melhores séries que já vi, da Marvel e fora dela. Valeu absolutamente todos os minutos passados a vê-la e não me importava que tivesse continuação. Depois de ver o primeiro episódio, a primeira coisa que disse ao meu namorado foi: que lufada de ar fresco! E agora, depois de a terminar, mantenho completamente o que disse.

 

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Quem já viu, o que achou?

05
Mar22

SÉRIES: Looking for Alaska

Vera

Uma mini-série adaptada do livro homónimo de John Green. Este livro fez parte da minha adolescência e rapidamente se tornou num dos meus favoritos assim que o li - entretanto já o vendi porque achei que a história era demasiado juvenil para o querer voltar a ler. Não estava nos meus planos ver a série mas, num dia sem nada para ver, foi o que surgiu. Achava que a série ia ser igualmente demasiado juvenil e cliché, mas acabou por me surpreender pela positiva.

 

 

Miles Halter é um adolescente obcecado pelas últimas palavras de pessoas famosas. Cansado da vida monótona e segura que leva em casa, o jovem decide se aventurar em uma nova escola, onde encontra alguém prestes a tirá-lo da mesmisse: a ousada e increvelmente charmosa Alasca Young. Baseado no livro homônimo de John Green. Fonte: AdoroCinema

 

Já não me lembrava de quase nada do livro, mas ver os acontecimentos desenrolarem-se na série fez-me relembrá-los e perceber o quão fiel a série foi ao livro. Está mesmo com quase tudo igual - o John Green foi um dos produtores executivos da série, por isso este facto talvez não surpreenda assim tanto.

 

Lembro-me que a Alaska Young era uma das personagens mais incrivelmente fascinantes que tinha conhecido; na verdade continuo a achá-lo até hoje, embora de uma forma diferente. A Vera adolescente adorou-a, lembro-me que até em usernames eu tentava aludir à Alaska; uma espécie de melhor amiga dentro dos livros, que eu queria tanto poder conhecer. Claro que hoje em dia não tenho a visão juvenil a toldar-me os olhos, vejo as coisas de forma um pouco diferente. Ainda acho a Alaska Young fascinante, quanto mais não seja por ser uma pessoa tão misteriosa e intrigante, tão imprevisível. Sem nunca se saber bem o que passa naquela cabeça. Bom, toda esta divagação para dizer que achei a actriz escolhida para esta personagem uma excelente escolha - conseguiu captar o seu carisma na perfeição, a sua instabilidade e impulsividade, a sua tristeza e a sensação constante de estar ali um vazio do qual ninguém conhece bem a razão. É também incrivelmente bonita, o que acho que neste caso serviu bem para acrescentar ao je ne sais quoi de mistério e fascínio à personagem.

 

Em oposição tenho de me queixar um pouco do actor escolhido para Miles. Achei-o muitas vezes aborrecido e inexpressivo - entendo que isso também faça um pouco parte da personagem em si, mas acho que em certos momentos deixou a desejar e a sua interpretação poderia ter sido feita de modo distinto. Apesar disto, de um modo geral achei a escolha acertada para as restantes personagens - o Coronel, a Águia e o Mr. Hyde foram das personagens melhor interpretadas e construídas na série, e todas acrescentaram bastante valor à história à sua maneira.

 

Acabei por gostar da série bem mais do que esperava. Como referi, foi bastante fiel na sua adaptação do livro, e mesmo nos momentos que acrescentou à história conseguiu ser pertinente e acrescentar mais valor. Conhecemos mais da Alaska Young e vamo-nos apaixonando por ela, da mesma forma que o fizemos quando lemos o livro - e no final ficamos tão ou mais destroçados como quando se deu a leitura. Fartei-me de chorar nos dois últimos episódios - quem já leu o livro há-de saber perfeitamente o porquê.

 

De um modo geral, gostei de acompanhar estes jovens, as suas partidas, irresponsabilidades e peripécias; de conhecer as suas histórias e de acompanhar a sua evolução - mas também de os ver lidar com a dor e sofrimento, acompanhar o seu crescimento. Tentar, junto com eles, perceber simplesmente porquê.

 

Aconselho a série, mas se não conhecem a história aconselho mil vezes a sua leitura primeiro!

 

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Conhecem esta história? O que acham?

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29 ∷ Miúda do interior com alma de lisboeta ∷ Digital marketeer ∷ Overthinker a tempo inteiro ∷ Sempre a saltar de livros para séries para jogos nas horas vagas

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